Capoeira e história: elementos econômicos para entender o racismo na capoeiragem
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-8042.2026.e114600Palavras-chave:
Capoeira, Capitalismo, Projeto histórico, RacismoResumo
O objetivo do texto é entender a capoeira e o racismo, como produtos de relações sociais, enquanto valor de uso (gênese), de forma que, contemporaneamente, manifestam-se em escala planetária como mercadoria (valor de uso/valor de troca). Portanto, o que se apresenta como desenvolvimento da capoeira no século XX é o processo de alienação, uma vez que aparta o produtor (capoeiras) do produto (capoeiragem). Nesse sentido, o sistema econômico interfere no alcance de quaisquer possibilidades emancipatórias, posto que enraizado nas relações sociais constituídas entre os capoeiras, destacam-se expressões do racismo. Buscaremos explicitar como a capoeiragem se apresenta enquanto fetiche essencial para constituir o distanciamento do capoeira, a fim de adequá-la à forma mercadoria, em que a partir de seus movimentos (físicos e políticos) isolados da reflexão, abrigam discursos que amenizam ou negam a estrutura racista organizada na base cultural da sociedade capitalista.
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