Potencialidades e desafios das práticas corporais e atividades físicas no cuidado e promoção da saúde

Autores

  • Fabio Fortunato Brasil de Carvalho - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva: Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev/INCA) - Associação Brasileira de Saúde Coletiva: Grupo de trabalho em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável (GT PSDS Abrasco) - Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte: GTT Atividade Física e Saúde (CBCE) http://orcid.org/0000-0003-2979-6359
  • Paulo Henrique Guerra -Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - Universidade de São Paulo (USP) - Grupo de Estudos e Pesquisas Epidemiológicas em Atividade Física e Saúde - Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (SBAFS) http://orcid.org/0000-0003-4239-0716
  • Mathias Roberto Loch - Universidade Estadual de Londrina (UEL) - Departamento de Educação Física - Universidade Estadual de Londrina (UEL) - Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva http://orcid.org/0000-0002-2680-4686

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8042.2020e71546

Palavras-chave:

Sistema único de saúde, Desenvolvimento humano, Educação interprofissional, Modelo biomédico

Resumo

Em vista do reconhecimento do desafio da aproximação entre o Cuidado e a Promoção da Saúde, este ensaio teve como objetivo apontar elementos para que as Práticas Corporais e Atividades Físicas se tornem uma importante “ponte” entre eles. Como potências foram destacados: seu potencial impacto no desenvolvimento humano e sua contribuição para uma vida mais satisfatória e prazerosa; as possibilidades de envolvimento de distintas profissões contribuindo para o trabalho interprofissional; e de serem ricas na construção do cuidado compartilhado com as responsabilidades partilhadas entre os sujeitos e os profissionais de saúde. Como dificuldades e desafios: a formação profissional focada na lógica biomédica e na prática individualizada; a dificuldade na integração das ações e as condições de trabalho inadequadas. Conclui-se que as as Práticas Corporais e Atividades Físicas, como um fenômeno complexo e multideterminado, possuem grande potencial para a almejada aproximação entre a Promoção da Saúde e o Cuidado.

Biografia do Autor

Fabio Fortunato Brasil de Carvalho, - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva: Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev/INCA) - Associação Brasileira de Saúde Coletiva: Grupo de trabalho em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável (GT PSDS Abrasco) - Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte: GTT Atividade Física e Saúde (CBCE)

Professor de Educação Física pelo Centro Universitário da Cidade (2006). Atualmente é Consultor Técnico do Ministério da Saúde. Atuou como Professor-tutor do curso de especialização em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Social da ENSP/ FIOCRUZ, professor I da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias e da Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu e coordenador da academia Exata Fitness. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Promoção da saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: saúde, educação física, promoção da saúde e atividade física. 

Paulo Henrique Guerra, -Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - Universidade de São Paulo (USP) - Grupo de Estudos e Pesquisas Epidemiológicas em Atividade Física e Saúde - Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (SBAFS)

Professor, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)

Mathias Roberto Loch, - Universidade Estadual de Londrina (UEL) - Departamento de Educação Física - Universidade Estadual de Londrina (UEL) - Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva

Possui licenciatura plena em Educação Física (2003) e mestrado em Educação Física (2006) pela Universidade Federal de Santa Catarina. É Doutor em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Londrina (2013), tendo realizado estágio de doutoramento no Departamento de Medicina Preventiva y Salud Pública da Universidad Autónoma de Madrid. É professor do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina,

Referências

ANDRADE, Giovana Frazon de, LOCH, Mathias Roberto, SILVA, Ana Maria Rigo. Mudanças de comportamentos relacionados à saúde como preditores de mudanças na autopercepção de saúde: estudo longitudinal (2011-2015). Cad. Saúde Pública [online]. 2019, vol.35, n.4, e00151418.

AKERMAN, Marco; ROCHA, Dais Gonçalves. Produção do cuidado: há espaços para a promoção da saúde? In: SÁ, Marilene de Castilho, TAVARES, Maria de Fátima Lobato, DE SETA, Marismary Horsth, organizadores. Organização do cuidado e práticas em saúde: abordagens, pesquisas e experiências de ensino. Rio de Janeiro, Editora Fiocruz, 2018.

AZEVEDO FILHO, Elias Rocha et al. Percepção dos idosos quanto aos benefícios da prática da atividade física: um estudo nos Pontos de Encontro Comunitário do Distrito Federal. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. Volume 41, Issue 2, April–June 2019, Pages 142-149.

BARROS, Juliana de Oliveira et al. Estratégia do apoio matricial: a experiência de duas equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) da cidade de São Paulo, Brasil. Ciênc. saúde coletiva 20 (9) Set 2015.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Secretaria de Vigilância em Saúde. Glossário temático: promoção da saúde. – 1. ed., 2. reimpr. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 48 p. ISBN 978-85-334-1860-8, Brasília, 2013.

BRASIL, Portaria GM/MS Nº 2.446, de 11 de Novembro de 2014. Redefine a Política Nacional de Promoção da Saúde. Brasília, 2014.

BRASIL. Portaria GM/MS nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Carteira de Serviços entra em Consulta Pública (CASAPS-BR). 2019a. Disponível em: https://aps.saude.gov.br/noticia/5580. Acesso em 30 de agosto de 2019.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Ministério da Saúde lança Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde. 2019b. Disponível em: http://aps.saude.gov.br/noticia/6694. Acesso em 07 de fevereiro de 2020.

CARVALHO, Fabio Fortunato Brasil de; NOGUEIRA, Júlia Aparecida Dévide. Práticas corporais e atividades físicas na perspectiva da Promoção da Saúde na Atenção Básica. Ciênc. saúde colet. 21 (6) Jun 2016.

CARVALHO, Fabio Fortunato Brasil de. Práticas corporais e atividades físicas na atenção básica do sistema único de saúde: ir além da prevenção das doenças crônicas não transmissíveis é necessário. Movimento, vol. 22, núm. 2, abril-junio, 2016, pp. 647-658.

CARVALHO, Fabio Fortunato Brasil de, COHEN, Simone Cynamon; AKERMAN, Marco;. Refletindo sobre o instituído na Promoção da Saúde para problematizar 'dogmas'. Saúde debate vol.41 no.spe3 Rio de Janeiro Sept. 2017.

CARVALHO, Fabio Fortunato Brasil de; CARVALHO, Yara Maria de. Outros lugares e modos de “ocupação” da Educação Física na Saúde Coletiva/Saúde Pública. Pensar a Prática, 21(4), 2018.

CARVALHO, Fabio Fortunato Brasil de. A Promoção da Saúde e a superação do instituído: caminhos para a aproximação com o Cuidado. Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Ensp/Fiocruz como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Saúde Pública. Rio de Janeiro, 2019.

CASEMIRO, Juliana Pereira; BRANDÃO, Ana Laura; SILVA, Cláudia Valéria Cardim da. O cuidado como política pública no enfrentamento da obesidade: avanços e desafios. In: RODRIGUES, Phillipe; CARDOSO, Erika; PALMA, Alexandre. Organizadores. Obesidade: saúde e sociedade. Curitiba: Editora CRV, 2019.

CONFORTIN, Susana Cararo et al. Autopercepção positiva de saúde em idosos: estudo populacional no Sul do Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 31(5):1049-1060, mai, 2015.

COSTA, Evelyn Fabiana et al.. Systematic review of physical activity promotion by community health workers. Prev Med. 2015 Dec;81:114-21. doi:10.1016/j.ypmed.2015.08.007.

COSTA, Felipe Ferreira da. Novas diretrizes curriculares para os cursos de graduação em Educação Física: oportunidades de aproximações com o SUS?. Rev Bras Ati Fis Saúde. 2019.24:e0067.

CUNHA, Elenice Machado da; GIOVANELLA, Ligia. Longitudinalidade/continuidade do cuidado: identificando dimensões e variáveis para a avaliação da Atenção Primária no contexto do sistema público de saúde brasileiro. Ciênc. saúde coletiva vol.16 supl.1 Rio de Janeiro 2011.

FERREIRA, Rodrigo Wiltgen et al. Acesso aos programas públicos de atividade física no Brasil: Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Cad. Saúde Pública 35 (2) 18 Fev 2019.

GONÇALVES, Rita Maria de Abreu et al. Estudo do trabalho em Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), São Paulo, Brasil. Rev. bras. Saúde ocup., São Paulo, 40 (131): 59-74, 2015.

GORINA, Marta; LIMONERO, Joaquín T.; ÁLVAREZ, María. Effectiveness of primary healthcare educational interventions undertaken by nurses to improve chronic disease management in patients with diabetes mellitus, hypertension and hypercholesterolemia: A systematic review. Int J Nurs Stud. 2018 Oct;86:139-150.

GUIMARÃES, Adriana Coutinho de Azevedo et al. Percepção da qualidade de vida e da finitude de adultos de meia idade e idoso praticantes e não praticantes de atividade física. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, 2012; 15(4):661-670.

KNUTH, Alan Goularte; SILVA, Inacio Crochemore Mohnsam da; MIELKE, Gregore Iven. Promoção da saúde: um convite à releitura de imprecisões teóricas na área de Atividade Física e Saúde. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2018;23:e0032.

LIMA, Dartel Ferreira, LUIZ, Olinda do Carmo. Atividade física na promoção da saúde: uma avaliação das diretrizes. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina, v. 36, n. 2, p. 57-66, jul./dez. 2015. DOI: 10.5433/1679-0367.2015v36n2p57.

LOCH, Mathias Roberto; DIAS, Douglas Fernando; RECH, Cassiano Ricardo. Apontamentos para a atuação do Profissional de Educação Física na Atenção Básica à Saúde: um ensaio. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2019;24:e0069.

MACIEL, Marcos Gonçalves et al. Análise discursiva sobre promoção da saúde no programa academia da cidade de Belo Horizonte. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. Volume 41, Issue 2, April–June 2019, Pages 163-168.

MANDSAGER, Kyle et al. Association of Cardiorespiratory Fitness With Long-term Mortality Among Adults Undergoing Exercise Treadmill Testing. JAMA Netw Open. 2018;1(6):e183605.

MOK, Alexander et al. Physical activity trajectories and mortality: population based cohort study. BMJ 2019; 365.

NOGUEIRA, Júlia Aparecida Dévide; BOSI, Maria Lúcia Magalhães. Saúde Coletiva e Educação Física: distanciamentos e interfaces. Ciência & Saúde Coletiva, 22(6):1913-1922, 2017.

OLIVEIRA, Bráulio Nogueira; WACHS, Felipe. Educação física, atenção primária à saúde e organização do trabalho com apoio matricial. Rev Bras Ciênc Esporte. 2019;41(2):183-189.

OLIZ, Manoela Maciel, DUMITH, Samuel Carvalho, KNUTH, Alan Goularte. Utilização de serviços de educação física por adultos e idosos no extremo sul do Brasil: Estudo de base populacional. Ciência e Saúde Coletiva. Ciênc. saúde coletiva 25 (2) 03 Feb 2020Feb 2020 • https://doi.org/10.1590/1413-81232020252.14692018

PETTRES, Andreia Assman; ROS, Marco Aurélio da. Determinação social da saúde e a promoção da saúde. Arq. Catarin Med. jul.set. 47(3):183-196, 2018.

PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO (PNUD). Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano do Brasil – Movimento é vida: atividades físicas e esportivas para todas as pessoas: 2017. Brasília: PNUD, 2017.

PUCCI, Gabrielle Cristine Moura Fernandes et al. Associação entre atividade física e qualidade de vida em adultos. Rev. Saúde Pública [online]. 2012, vol.46, n.1, pp.166-179.

RABIN, Jennifer S. et al. Associations of Physical Activity and β-Amyloid With Longitudinal Cognition and Neurodegeneration in Clinically Normal Older Adults. JAMA Neurol. Published online July 16, 2019. doi:10.1001/jamaneurol.2019.1879.

REICHERT, Felipe Fossati; LOCH, Mathias Roberto, CAPILHEIRA, Marcelo Fernandes. Autopercepção de saúde em adolescentes, adultos e idosos. ciênc. saúde coletiva [online]. 2012, vol.17, n.12, pp.3353-3362.

RICHARDS, Elizabeth A., CAI, Yun. Physical Activity Outcomes of Nurse-Delivered Lifestyle Interventions. Home Healthc Now. 2016 Feb;34(2):93-101.

ROCHA, Saulo Vasconcelos; FREIRE, Malú Oliveira. Nível de atividade física habitual e autopercepção do estado de saúde em idosas no município de jequié - Bahia RBPS 2007; 20 (3): 161-167.

ROMERO, Alexandre et al. Interventions by Physical Education professionals in Family Health Support Units in São Paulo. Rev Bras Ativ Fís Saúde 2016;21(1):55-66.

ROMERO, Alexandre; GUERRA, Paulo Henrique; FLORINDO, Alex Antônio. Formação de Profissionais de Educação Física que Atuam nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família do Estado de São Paulo. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, (no prelo).

SPARTANO, Nicole L. et al. Association of Accelerometer-Measured Light-Intensity Physical Activity With Brain Volume: The Framingham Heart Study. JAMA Netw Open. 2019;2(4):e192745.

STARFIELD, Barbara. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde; 2002.

SEUS, Thamires Lorenzet Cunha et al. Núcleo de Apoio à Saúde da Família: promoção da saúde, atividade física e doenças crônicas no Brasil - inquérito nacional PMAQ 2013. Epidemiol. Serv. Saúde vol.28 no.2 Brasília 2019 Epub June 27, 2019.

UNITED STATES. DEPARTMENT OF HEALTH AND HUMAN SERVICES. Physical activity guidelines for Americans. Washington (DC):Official DHHS, 2008.

VAGETTI, Gislaine Cristina et al. Domínios da qualidade de vida associados à percepção de saúde: um estudo com idosas de um programa de atividade física em bairros de baixa renda de Curitiba, Paraná, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 18(12):3483-3493, 2013.

WORLD CANCER RESEARCH FUND/AMERICAN INSTITUTE FOR CANCER RESEARCH (WCRF/AICR). Diet, Nutrition, Physical Activity and Cancer: a Global Perspective. Continuous Update Project Expert Report 2018.

Downloads

Publicado

2020-07-24

Edição

Seção

Porta Aberta