El cuerpo futurible: ensayo sobre las recientes (re)descripciones del cuerpo humano rumbo a la post-organicidad
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-8042.2018v30n53p181Resumen
Este ensayo tiene como objetivo caracterizar y reflexionar acerca de un camino recurrido por el cuerpo en la sociedad occidental, desde la construcción del concepto de cuerpopropiedad hacia los dilemas posmodernos que han abierto las puertas para una nueva corporeidad. En la Modernidad el cuerpo hubiera sido sometido a la ciencia y a los medios de producción político-económicos y conducido a una descripción biologizante y utilitaria bajo condiciones específicas. La Posmodernidad ha traído la crisis identitaria y, consecuentemente, el hiperconsumismo, asistiendo ese modelo social depositar sus directrices bio-ascéticas sobre el cuerpo y redescribiéndolo una vez más. La necesidad de extender el tiempo/espacio de consumo del cuerpo se acerca indistintamente de los avances científicos: fármaco, prótesis biónicas, cirugía estética, ordenadores de vestir, modificaciones genéticas. Los deseos de anulación de las coerciones biológicas, de mejorías funcionales y estéticas del cuerpo y hasta de la inmortalidad dan lugar a una nueva descripción: el cuerpo futurible.
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