Cuerpo, territorio y resistencia: prácticas corporales y pedagogías contrahegemónicas en contextos periféricos
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-8042.2026.e107596Palabras clave:
Grupos vulnerables, Población urbana, Calidad de vida, Educación físicaResumen
Este artículo discute el potencial pedagógico, ético y político de las prácticas corporales que emergen en territorios urbanos periféricos, analizándolas como formas de resistencia sociocultural, construcción de identidad y producción de conocimiento encarnado. Utilizando un enfoque cualitativo, basado en la investigación colaborativa y anclado en las epistemologías del Sur, buscamos comprender cómo manifestaciones como la dança do passinho, el futebol de várzea, la capoeira y el skateboarding operan como pedagogías contrahegemónicas. Los datos fueron producidos a través de investigaciones sistemáticas y trabajos disponibles en la literatura. Los resultados indican que estas prácticas corporales desafían los discursos hegemónicos y exigen el reconocimiento de los saberes que se construyen, contribuyendo a la ampliación del campo hacia una perspectiva crítica, inclusiva y decolonial. Se concluye que incorporar estas experiencias al debate académico es fundamental para consolidar una Educación Física comprometida con la justicia social, el pluralismo epistémico y la valorización de los cuerpos históricamente silenciados.
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