Desafíos e insurgencias epistémicas: "hacia un currículo antirracista y etnorracial en el contexto de la Educación Física brasileña"
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-8042.2026.e114470Palabras clave:
Educación física, Insurgencia epistémica, Currículo antirracistaResumen
Durante varias décadas, el ámbito educativo brasileño se ha visto presionado por la necesidad de problematizar cuestiones históricamente marginadas en los currículos escolares, especialmente aquellas relacionadas con marcadores sociales de diferencia, como raza, género, sexualidad, clase y territorialidad. En el contexto contemporáneo, marcado por la expansión de los debates sobre justicia social, equidad y derechos humanos, la educación se entiende no solo como un espacio para la transmisión de contenidos, sino como un territorio de disputa simbólica, política y epistemológica, en el que se confrontan permanentemente diferentes proyectos de sociedad, cultura y humanidad. En este escenario, la construcción de una educación antirracista emerge como un imperativo ético, político y pedagógico, que exige una revisión crítica de concepciones históricamente sedimentadas que han reproducido silencios, jerarquías raciales y la invisibilidad del saber producido por las poblaciones negras e indígenas. En este debate, se vuelve igualmente indispensable problematizar los procesos históricos de racialización y deshumanización impuestos a los pueblos indígenas, frecuentemente representados bajo perspectivas coloniales, estereotipadas y deficientes. Estas representaciones resuenan persistentemente en el ámbito educativo, ya sea a través de la reproducción de prácticas pedagógicas prejuiciosas, la persistencia de currículos eurocéntricos o el uso de terminología inadecuada para referirse a los pueblos originarios y descendientes de africanos en Brasil.
Citas
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