Dumbo, la trayectoria de un deportista como síntesis de la conexión Brasil-Angola
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-8042.2021.e79684Resumen
En cien años de historia en el movimiento olímpico, Brasil estuvo representado por 52 deportistas que nacieron en el extranjero. Ninguno de ellos nació en el continente africano. En los Juegos Paralímpicos el país contó en 2016 con el jugador Maurício Dumbo, nacido en Angola y naturalizado brasileño. Este artículo tiene como objetivo presentar la historia de vida de uno de estos inmigrantes, mostrando el papel que jugó el deporte en su integración a la sociedad brasileña. Como metodología se eligieron narrativas biográficas. Como resultado, se puede ver que aún existen prejuicios y varias barreras en la integración de los migrantes de África a Brasil, sin embargo, es claro que el deporte fue un factor importante en la construcción de una red social de Dumbo con los brasileños, quienes la adopción de la nacionalidad brasileña no significó una ruptura con su origen angoleño.
Citas
AGOSTINHO, F. P. Gerra em Angola: as heranças da luta de libertação e a guerra civil. 2011. Academia Militar. Direcção de Ensino, Lisboa, 2011.
ALMEIDA, W. D. de. Nova interface, novos conhecimentos. In: RUBIO, K. (Ed.). Narrativas biográficas: da busca à construção de um método. 1. ed. São Paulo: Laços, 2016. p. 71–90.
ALMEIDA, W. D. de; RUBIO, K. Nacionalidade esportiva vs. nacionalidade estatal: o desafio de atletas transnacionais em um mundo global. Educación Fïsica y Deporte, v. 39, n. 2, p. xx–xx, 2020.
ALMEIDA, W.; RUBIO, K. Novos brasileiros nos jogos olímpicos: a presença de migrantes internacionais na delegação do país na Rio-2016. Revista brasileira Ciência e Movimento, v. 26, n. 1, p. 131–142, 2018.
AZEVEDO, C. M. M. Onda negra, medo branco: o negro no imaginário das elites. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
BROHM, JEAN-MARIE, PERELMAN, MARC, VASSORT, P. A ideologia do esporte-espetáculo e suas vítimas. Le monde diplomatique, jun. 2004. Disponível em: https://diplomatique.org.br/a-ideologia-do-esporte-espetaculo-e-suas-vitimas/.
BROHM, J. M. Sociología Política del Deporte. Ciudad de Mexico: Fondo de Cultura Económica, 1982.
CBDV. Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais. Disponível em: http://cbdv.org.br/fut5.
CERULLO, I. Prefácio. In: RUBIO, K. (Ed.). Do pós ao Neo Olimpismo: esporte e movimento olímpico no século XXI. São Paulo: Képos, 2019. p. 9–16.
CORREIA, L. S. P. O papel dos Estados Unidos da América no processo de descolonização de Angola. 2016. Universidade Beira Interior, 2016.
DOMINGUES, P. Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo, v. 12, p. 100–122, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-77042007000200007&nrm=iso.
DU BOIS, W. E. B. As Almas da Gente Negra. Rio de Janeiro: Lacerda, 1999.
DZIDZIENYO, A. A. Á. vista do B. A África vista do Brasil. Revista Afro-Ásia, v. 10–11, p. 79–97, 1970.
FERNANDES, F. Significado do protesto negro. São Paulo: Cortez – Autores Associados, 1989.
FERREIRA JUNIOR, N. de S. A transição de carreira dos bicampeões mundiais de basquetebol: uma análise com base em narrativas biográficas. 2014. Universidade de São Paulo, 2014. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39133/tde-20022015-093152/pt-br.php.
FONTES, M. S. Futebol de Cinco para Cegos. In: CASTELLI, D. P.; FONTES, M. S. (Ed.). Futebol paraolímpico : manual de orientação para professores de educação física. Brasília: Comitê Paraolímpico Brasileiro, 2006. p. 50.
GILROY, P. O Atlântico Negro. Modernidade e dupla consciência. Rio de Janeiro: 34 Editora, 2001.
GOLGHER, A. B. Fundamentos da migração: Textos para Discussão Cedeplar-UFMG. [s.l.] Cedeplar, Universidade Federal de Minas Gerais, maio 2004. . Disponível em: https://econpapers.repec.org/RePEc:cdp:texdis:td231.
HALL, S. Da diáspora. Belo Horizonte: UFMG, 2003.
HOULIHAN, B. Sport and Globalization. In: KAREN, D.; ROBERT, E. (Ed.). The Sport and Society Reader. Washington: Routledge, 2010.
JANSEN, J.; OONK, G.; ENGBERSEN, G. Nationality swapping in the Olympic field: towards the marketization of citizenship? Citizenship Studies, v. 22, n. 5, p. 523–539, 4 jul. 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1080/13621025.2018.1477921.
LARKIN NASCIMENTO, E. O Sortilégio da Cor. Identidade, Raça e Gênero no Brasil. São Paulo: Summus, 2003.
MAGUIRE, J. “Política” o “Ética”: deporte, globalización, migración y políticas nacionales. E.F Desportes, v. 12, n. 111, 2007. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd111/deporte-globalizacion-migracion-y-politicas-nacionales.htm.
MBEMBE, A. Crítica da razão negra. Lisboa: Antígona, 2017.
MELO, V. A. Memória e história: desafios metodológicos para os estudos do esporte. In: RUBIO, K. (Ed.). Preservação da memória: a responsabilidade social dos Jogos Olímpicos. São Paulo. São Paulo: Képos, 2014.
MORATO, M. P. et al. A MEDIAÇÃO CULTURAL NO FUTEBOL PARA CEGOS. Movimento (ESEFID/UFRGS); v. 17, n. 4, out./dez. 2011, 2011. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/Movimento/article/view/17256.
POLLAK, M. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, v. 2, n. 3, p. 3–15, 1989.
RUBIO, K. A experiência da pesquisa “Memórias olímpicas por atletas olímpicos brasileiros”. Acervo, v. 27, n. 2 SE-Dossiê, 25 set. 2014. Disponível em: http://revista.arquivonacional.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/442.
RUBIO, K. Processos migratórios e deslocamentos: Caminhos que levaram atletas de modalidades coletivas aos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. Olimpianos - Journal of Olympic Studies, v. 1, n. 1, p. 53–67, 2017. Disponível em: http://olimpianos.com.br/journal/index.php/Olimpianos/article/view/7/9.
RYBA, T. V; STAMBULOVA, N. B.; RONKAINEN, N. J. The Work of Cultural Transition: An Emerging Model. Frontiers in Psychology, v. 7, p. 427, 2016. Disponível em: https://www.frontiersin.org/article/10.3389/fpsyg.2016.00427.
SCHWARCZ, L. M. Usos e abusos da mestiçagem e da raça no Brasil: uma história das teorias raciais em finais do século XIX. Revista Afro-Ásia, v. 18, p. 77–101, 1996.
SILVA, A. G. D. A política externa do Governo Lula com a África Lusófona: dimensão política, cooperativa, educacional e econômica. Revista do Instituto de Ciências Humanas, v. 15, n. 22, p. 80–96, 2019.
VAN BAKEL, M.; SALZBRENNER, S. Going abroad to play: Motivations, challenges, and support of sports expatriates. Thunderbird International Business Review, v. 61, n. 3, p. 505–517, 1 maio 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1002/tie.22020.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Os autores dos textos enviados à Motrivivência deverão garantir, em formulário próprio no processo de submissão:
a) serem os únicos titulares dos direitos autorais dos artigos,
b) que não está sendo avaliado por outro(s) periódico(s),
c) e que, caso aprovado, transferem para a revista tais direitos, sem reservas, para publicação no formato on line.
Obs.: para os textos publicados, a revista Motrivivência adota a licença Creative Commons “Atribuição - Não Comercial - Compartilhar Igual 4.0 Internacional” (CC BY-NC-SA).
