Formação integral e Educação Alimentar e Nutricional na EPT: entre a reprodução social e a construção da autonomia
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e111600Palavras-chave:
Ensino médio integrado, Educação alimentar e nutricional, Educação profissional e tecnológicaResumo
A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Brasil é, historicamente, marcada pela dualidade estrutural entre a formação geral e a formação técnica, produzindo trajetórias educacionais distintas para diferentes grupos sociais. Nesse contexto, o Ensino Médio Integrado à Educação Profissional tem sido apresentado como uma possibilidade de superação dessa desigualdade, ao propor a articulação entre trabalho, ciência, cultura e tecnologia na perspectiva da formação humana integral. Este artigo tem como objetivo discutir a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) como dimensão constitutiva desse processo formativo, tensionando abordagens reducionistas e defendendo sua compreensão como prática educativa comprometida com a formação humana integral. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, desenvolvido a partir de pesquisa bibliográfica e documental e orientado por autores filiados à concepção pedagógica histórico-crítica e na legislação sobre o tema. Inicialmente, analisa-se a trajetória histórica da Educação Profissional no país, evidenciando as marcas da sua dualidade na organização do sistema educacional. Em seguida, problematiza-se a proposta de formação integral no âmbito da EPT como possibilidade de superação dessa fragmentação. Nesse contexto, ao considerar as múltiplas dimensões que atravessam essa proposta formativa, o estudo discute a EAN como dimensão constitutiva da formação integral, compreendida como prática educativa capaz de estimular a compreensão crítica dos determinantes sociais da alimentação, problematizar os mecanismos de reprodução social que condicionam as práticas alimentares e contribuir para a construção da autonomia dos estudantes no Ensino Médio Integrado.
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