Entre a Antropologia e a História: uma perspectiva para a etnografia educacional

Autores

  • Belmira Amélia de Barros Oliveira Bueno Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Resumo

O texto apresenta uma perspectiva para a etnografi a educacional com vistas a oferecer uma contribuição para o desenvolvimento da pesquisa qualitativa em Educação. Busca-se enfatizar o valor heurístico da abordagem e a importância do caráter multidisciplinar das investigações que tomam a escola como objeto de estudo. A exposição retoma as origens da etnografi a educacional e as adesões que a caracterizam a partir dos anos 1960, em contraste com as tensões paradigmáticas que ocorrem no âmbito da Sociologia. Destaca-se a contribuição de alguns pesquisadores e grupos internacionais nesse campo, detendo-se especialmente nas concepções desenvolvidas no âmbito do Departamento de Investigaciones Educativas (DIE), México, em razão de suas particularidades e do interesse que tem despertado entre pesquisadores brasileiros. A última parte é dedicada à proposição de uma etnografi a educacional que se situe na intersecção da Antropologia e da História, sugerindo uma maior apropriação, por parte dos etnógrafos da área educacional, dos desenvolvimentos teóricos da História Cultural realizados nas últimas décadas. Busca-se, com isso, apontar a fecundidade da perspectiva etnográfi ca para uma compreensão mais abrangente dos problemas que afetam a escola brasileira nos dias de hoje.

Biografia do Autor

Belmira Amélia de Barros Oliveira Bueno, Universidade de São Paulo

Mestre, doutora e livre docente pela FEUSP, fez o pós-doutorado na University of North Carolina at Chapel Hill (1988-89), onde foi Visiting Scholar por diversas vezes. Suas pesquisas e publicações versam sobre memória, formação de professores e profissão docente. Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

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Publicado

2007-11-16

Como Citar

Bueno, B. A. de B. O. (2007). Entre a Antropologia e a História: uma perspectiva para a etnografia educacional. erspectiva, 25(2), 471–501. https://doi.org/10.5007/%x