A oralidade na formação linguística do professor alfabetizador

Autores

  • Jilvania Lima dos Santos Bazzo Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2014v33n1p55

Palavras-chave:

Alfabetização, Leitura, Linguagem Oral

Resumo

Ensinar a leitura e a escrita se constituem nos dois principais eixos norteadores a identidade do professor alfabetizador. Comumente, no ciclo de alfabetização, a linguagem oral é dotada como material físico para o trabalho de representação da escrita, sendo a reprodução da fala priorizada nesse processo em detrimento de seu patrimônio cultural. Ao problematizar esta questão, fundamentada numa perspectiva interacional, histórica e cultural da linguagem, neste artigo se discute sobre a cultura oral e a oralidade como objetos de trabalho e de pesquisa imprescindíveis para a formação linguística do professor. Dessa forma, o que é oralidade? Quais as contribuições dessa atividade social para alfabetizar uma criança? Qual o sentido e os efeitos de um processo de alfabetização que considera a oralidade imbricada ao ensino da produção textual oral, escrita e audiovisual? Conclui-se que ao ensinar as crianças a brincarem com textos, palavras, imagens e sons, o professor alfabetizador as ensina a cultivar e apreciar o belo, a beleza do encantamento, a fantasia e o estranhamento como elementos vigorosos para o aprendizado da humanização. Nesse processo, ele também as ensina a defenderem um posicionamento, quer seja escrito ou oral, a se sensibilizarem e a se colocarem de forma emancipada e criativa diante de qualquer problema ou desafio.

Biografia do Autor

Jilvania Lima dos Santos Bazzo, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora do Curso de Pedagogia da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

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Publicado

2015-06-18

Edição

Seção

Dossiê Professor Alfabetizador: Formação Ensino e Aprendizagem