A conclusão da educação superior por cegos e a psicologia de Vygotski: a ponta do iceberg

Autores

  • Bento Selau Universidade Federal do Pampa
  • Magda Floriana Damiani Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2016v34n3p861

Palavras-chave:

Educação Superior, Cegueira, Psicologia Histórico-Cultural, Consciência

Resumo

Este trabalho objetiva apresentar os fatores relacionados à conclusão da educação superior, por parte de um grupo de estudantes cegos, a partir de seus próprios pontos de vista. Realizaram-se estudos de casos com nove sujeitos, sendo os dados coletados por meio de entrevistas narrativas e análise documental e submetidos a um processo de análise textual discursiva. O referencial que embasou a pesquisa foi o da Psicologia Histórico-Cultural de Vygotski. Os achados apontam fatores que dificultaram a conclusão do ensino superior – como o processo de seleção, que ignora as necessidades dos cegos; a falta de preparo das instituições para atender os deficientes; os preconceitos de docentes. Ao mesmo tempo, indicam fatores que favoreceram essa conclusão – como o auxílio aos cegos por parte de docentes e familiares, a tomada de consciência sobre a importância da formação universitária para suas vidas futuras gerando vontade para alcançá-la.

Biografia do Autor

Bento Selau, Universidade Federal do Pampa

Doutor em Educação pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA).

 

 

Magda Floriana Damiani, Universidade Federal de Pelotas

Doutora em Educação pela University of London, Inglaterra. Professora da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

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Publicado

2017-02-23