“Florianópolis de ontem” y educación patrimonial: un ensayo sobre las ilustraciones de Domingos Fossari para la formación docente
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e111189Palabras clave:
educación patrimonial, memoria urbana, formación docenteResumen
El artículo propone una reflexión orientada a la formación docente, tomando la ciudad de Florianópolis como objeto de análisis a la luz de la educación patrimonial, en consonancia con las directrices del Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). El estudio se centra en las ilustraciones del libro Florianópolis de ontem (1978), de Domingos Fossari, y comprende el paisaje urbano como soporte material de la memoria colectiva y como campo de disputa simbólica. El objetivo es analizar cómo los dibujos de Fossari pueden operar como dispositivos pedagógicos en la formación docente al movilizar lecturas críticas, conciencia histórica e identidad cultural. Se problematizan las transformaciones recientes de la ciudad, marcadas por intensos procesos de mercantilización del espacio urbano. Metodológicamente, se trata de una investigación cualitativa basada en el análisis documental de siete ilustraciones pertenecientes al acervo del Museu da Escola Catarinense (MESC/UDESC), en diálogo con la educación patrimonial, el derecho a la ciudad, la formación docente y la teoría de la memoria, a partir de las contribuciones de Harvey (2014), Lefebvre (1973, 2008), Halbwachs (2006), Horta et al. (1999), Freire (1974, 1996) y Benjamin (1987). Los resultados indican la funcionalidad de las ilustraciones como disparadores de memoria y como instrumentos para problematizar los cambios urbanos, la privatización de los espacios y el borramiento histórico. Se concluye que la articulación entre patrimonio, memoria y formación docente permite comprender el espacio urbano como un espacio formativo, fortaleciendo así el compromiso ético y político del profesorado ante una ciudad en permanente transformación.
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