A Resolução De Problemas no ensino de estatística no Ensino Fundamental: contribuições da Teoria Antropológica do Didático e a Equivalência de Estímulos

Ailton Paulo de Oliveira Júnior, Nilceia Datori Barbosa, Natália Galvão Simão de Souza

Resumo


O objetivo do trabalho é apresentar a fundamentação teórica utilizada para a criação de problemas no processo ensino e aprendizagem de conteúdos estatísticos do 1° ano do Ensino Fundamental, seguindo os princípios da Teoria Antropológica do Didático – TAD, na organização praxeológica didática e matemática (Estatística) e a Equivalência de Estímulos, para elaborar pequenas unidades de ensino, descrevendo um repertório simples a ser ensinado e progressivamente ir aumentando a complexidade. Na equivalência de estímulos apresentamos uma proposta para a fase de pré-teste considerando que o critério para avançar será de 100%, ou seja, o aluno somente passará para a fase de ensino e teste de discriminações condicionais se acertar a todos os problemas propostos nessa fase. Também utilizaremos os princípios da Teoria Antropológica do Didático – TAD na organização praxeológica didática e matemática (Estatística), constituída de uma sequência de tarefas, que podem ser realizadas utilizando diversas técnicas justificadas pela tecnologia que se utiliza de teorias relacionadas à Estatística como objeto de estudo. Partindo desses pressupostos trazemos a elaboração de subtarefas abordando a necessidade da apreensão da nomenclatura e representação visual para tabela e a leitura de tabelas de colunas simples e coleta e organização de informações sugeridas pela Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Acreditamos que utilizar a resolução de problemas como metodologia de ensino constitui-se uma forma interessante de apresentar conceitos básicos da Estatística, pois permitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e favorecem a criatividade na elaboração de estratégias de resolução e busca de soluções.

 

 


Palavras-chave


Ensino de estatística; Ensino Fundamental; Teoria Antropológica do Didático; Equivalência de Estímulos

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DOI: https://doi.org/10.5007/1981-1322.2019.e62433

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