Arranjos com repetição e simulações probabilísticas: obstáculos de aprendizagem

Giselle Corrêa de Souza, Leandro de Oliveira Souza

Resumo


Ao utilizar atividades empíricas para simular problemas, parece haver alguns entraves por parte dos alunos, ao raciocinar sobre as posições inversas nos arranjos com repetição. A fim de entender o que impede alunos do Ensino Médio de contabilizar as somas de parcelas diferentes ou iguais em ordem inversa, ao estimar probabilidades, e também com o objetivo de intervir nessa problemática, planejou-se e ministrou-se um curso em uma Instituição Pública Federal. Como pressuposto metodológico, a pesquisa pautou-se na investigação ação. A coleta de dados deu-se no decorrer das aulas por meio de vídeo e audiogravação, cópia das anotações dos estudantes e registro em diário de campo dos pesquisadores. As anotações foram feitas durante e após a interação com os estudantes. Os resultados apontam que conceitos matemáticos desenvolvidos desde o Ensino Infantil podem influenciar concepções equivocadas que alunos apresentam, quando raciocinam sobre combinatória e, consequentemente, sobre probabilidades de eventos ocorrerem.

Palavras-chave


Probabilidade; Raciocínio combinatório; Simulações empíricas; Investigação ação; Arranjo

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DOI: https://doi.org/10.5007/1981-1322.2019.e62783

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