Dever de Cuidado de Plataformas após a Decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o Marco Civil da Internet

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2177-7055.2025.e109919

Palavras-chave:

Dever de cuidado, Governança de plataforma, Supremo Tribunal Federal, Responsabilidade de intermediários

Resumo

Este artigo oferece um levantamento sistemático da produção acadêmica jurídica brasileira para examinar como o dever de cuidado evoluiu em diferentes ramos do direito e para elucidar como esses desenvolvimentos podem informar os debates atuais sobre a regulação de plataformas e a aplicação da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade dos intermediários. A análise do dever de cuidado em várias áreas do direito brasileiro revela seu papel central como princípio e frequentemente como fundamento da responsabilização. Essencialmente, o dever de cuidado impõe uma conduta diligente, atenta e preventiva, visando evitar danos (como obrigações de meio), mas também serve de base para a obrigação de não causar prejuízo (como obrigações de resultado). Quando o dever de cuidado se expressa como obrigação de meio, exige-se do agente a adoção de condutas específicas: a aplicação de seus melhores esforços, conhecimentos e técnicas na busca de um determinado objetivo, sem, contudo, garantir a obtenção do resultado final. Por outro lado, quando o dever se cristaliza como obrigação de resultado, o foco jurídico está na não ocorrência de um dano específico: a responsabilidade é acionada com a materialização do resultado adverso, independentemente da intenção do agente ou dos esforços empregados. O STF reconheceu um dever de cuidado preventivo e identificou uma série de obrigações procedimentais para plataformas digitais, mas o fez num quadro em que esses deveres preventivos podem gerar responsabilidade caso ocorram danos sérios. Como a doutrina brasileira já integra lógicas preventivas e compensatórias, evidencia-se o caráter híbrido da decisão do STF e sua inserção em uma tradição jurídica mais ampla.

Biografia do Autor

Ivar Hartmann, Insper

Professor Associado no Insper. Doutor em Direito Público pela UERJ. Mestre em Direito Público pela PUC-RS. Master of Laws (LL.M.) pela Harvard Law School. Ex-professor e pesquisador da FGV Direito Rio (2012–2020), onde coordenou o Projeto Supremo em Números, o Centro de Ciência de Dados Jurídicos e o Centro de Tecnologia e Sociedade. Coordenador Executivo da revista Direitos Fundamentais e Justiça (A1). Ex-bolsista da CAPES, do DAAD e da Harvard Law School.

Ramon Costa, Insper

Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Mestre em Direito e Inovação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Especialista em Direito Digital pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Professor e pesquisador no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). Pesquisador vinculado ao Núcleo Legalite PUC-Rio: Direito e Novas Tecnologias.Tem experiência em pesquisa e docência na área de Direito, com ênfase em Direito Civil e Constitucional. Atualmente, os temas mais frequentes de suas pesquisas e produções são: direitos da personalidade e novas tecnologias, proteção de dados pessoais, inteligência artificial, regulação de plataformas digitais, grupos vulnerabilizados e antidiscriminação, democracia digital e metodologias de pesquisa em ambiente digital.

Francisco Brito Cruz, IDP

Doutor e mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP). Graduado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP) e, durante o curso, bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET) - Sociologia Jurídica, sob tutoria do professor doutor Jean Paul Cabral Veiga da Rocha. Foi pesquisador visitante (2013) no Center for Study of Law and Society, da Universidade da Califórnia - Berkeley, através de programa de intercâmbio da Rede de Pesquisa Empírica em Direito (REED); e fez parte da turma de 2018 do "Summer Doctoral Program" do Oxford Internet Institute (Reino Unido). Fundou e coordenou o Núcleo de Direito, Internet e Sociedade (NDIS FDUSP). Fundou e dirigiu o InternetLab, centro de pesquisa independente em direito e tecnologia. Atualmente é consultor do Alto Comissariado da ONU sobre Direitos Humanos (ACNUDH) e professor de direito no IDP e na FGV Direito SP.

Beatriz Kira, University of Sussex

Professora Assistente na Universidade de Sussex (Reino Unido). Pesquisadora de pós-doutorado na Blavatnik School of Government, escola de políticas públicas e governo da Universidade de Oxford. Doutora em Direito Econômico e Economia Política pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), e bacharel em Direito pela mesma instituição. Mestre (MSc) em Social Science of the Internet pelo Oxford Internet Institute, da Universidade de Oxford. Atuou como consultora do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), realizando pesquisas sobre concorrência em mercados digitais. Foi Coordenadora de Pesquisa no InternetLab, centro de pesquisa voltado ao direito e à tecnologia; Assistente de Pesquisa no Oxford Internet Institute (OII); Gerente Executiva da Rede de Pesquisa Empírica em Direito (REED); e bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET) em Sociologia Jurídica, da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC). Realizou intercâmbio acadêmico na Ludwig-Maximilians-Universität München, na Alemanha, com financiamento do Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD). Suas principais áreas de pesquisa incluem direito econômico, economia política, mercados digitais, regulação e políticas públicas.

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Publicado

2026-01-16

Como Citar

HARTMANN, Ivar; COSTA, Ramon; CRUZ, Francisco Brito; KIRA, Beatriz. Dever de Cuidado de Plataformas após a Decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o Marco Civil da Internet. Seqüência Estudos Jurídicos e Políticos, Florianópolis, v. 46, n. 99, p. 1–33, 2026. DOI: 10.5007/2177-7055.2025.e109919. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/sequencia/article/view/109919. Acesso em: 22 jan. 2026.