A tradução do dialecto caribenho para português: o estudo de caso de “Love, Love, Love Alone” de V. S. Naipaul

Catarina Xavier

Resumo


O tradutor centraliza em si mesmo o processo de tradução e, consequentemente, o processo de mediação entre línguas, bem como sistemas de cultura. Esta mediação pressupõe não só o interface de dimensões distintas como a comunicativa ou a semiótica, que interferem na tradução, mas também a identificação do tradutor como receptor e como produtor na medida em que é, na realidade, um leitor do TP e o autor do TC. Tomando em conta estas considerações, pretendemos analisar um corpus dialogal comparativo do conto “Love, Love, Love Alone” de V. S. Naipaul pois o autor caracteriza as suas personagens com o dialecto desprestigiado caribenho, depositando um problema nas mãos do tradutor pelas questões de expectativa do leitor da cultura de chegada.


Palavras-chave


Tradução; Variação linguística; Variação dialectal; Estereotipização linguística

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7968.2010v1n25p51



Cadernos de Tradução, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 2175-7968.