Revendo o cânone hegemônico da história das teorias de tradução: o pioneirismo de D. Duarte, Rei de Portugal

Autores

  • Cristina de Amorim Machado PUC-Rio
  • Marcia do Amaral Peixoto Martins PUC-Rio

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2010v1n25p9

Palavras-chave:

teorias de tradução, D. Duarte I de Portugal, língua portuguesa, Renascimento

Resumo

O objetivo deste trabalho é contribuir para uma expansão do corpus das primeiras teorizações sobre tradução por meio da apresentação e análise do texto “Da maneira pera bem tornar algũa leitura em nossa linguagem”, de autoria de D. Duarte, rei de Portugal (1433-1438). Nos parágrafos iniciais do texto, que integra sua obra Leal conselheiro, escrita entre 1435 e 1438, D. Duarte formula cinco regras para se fazer uma boa tradução para o português e em seguida elabora comentários sobre dois exemplos de traduções realizadas por ele: uma oração em latim do século X e um fragmento de capítulo de livro. Pretende-se, assim, chamar a atenção dos historiadores da tradução para as reflexões produzidas em línguas e culturas não hegemônicas, mesmo que europeias, como é o caso de Portugal, que não costumam ser incluídas nas antologias que contemplam essas primeiras teorizações.

Biografia do Autor

Cristina de Amorim Machado, PUC-Rio

Departamento de Letras / Estudos da Linguagem

Marcia do Amaral Peixoto Martins, PUC-Rio

Departamento de Letras / Estudos da Linguagem

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Publicado

2010-09-29

Edição

Seção

Artigos