Antropofagia, mestiçagem e estranhamento:tradução em (dis)curso

Autores

  • Alice Maria Araújo Ferreira Universidade de Brasília
  • Ana Helena Rossi Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2013v1n31p35

Palavras-chave:

Antropofagia, tradução, espaço “entre”, Estudos da Tradução

Resumo

O objetivo do artigo é discutir a antropofagia em suas relações paradigmáticas com a tradução, e historicamente, dar continuidade ao sentido da Semana de Arte Moderna de 1922 e ao Manifesto Antropófago de 1928. Nesse sentido, importa destacar a antropofagia como movimento crítico baseado nos termos de “devoração/digestão/transformação”, pois se a arte (enquanto objeto) é, ao mesmo tempo,um processo crítico-teórico e artístico-criativo do fazer, logo a tradução pode ser definida nesses mesmos termos. Isso implica também resgatar uma dupla relação da tradução, situando-a entre o “fazer” tradução e o “pensar este fazer da tradução, num movimento de autorreflexividade que sustenta o paradigma construído nos Estudos da Tradução”. A consequência é colocar o tradutor em trêslugares de fala:tradutor, crítico e poiesiador. Nesse sentido, a tradução define-se como processo criativo (sujeito/tempo/espaço) e como processo crítico-teórico

Biografia do Autor

Alice Maria Araújo Ferreira, Universidade de Brasília

Possui doutorado em Lingüística pela Universidade de São Paulo (2000). Desenvolve pesquisas na área de Lingüística, com ênfase em lexicografia, terminologia e Tradução. Atualmente é professora de tradução no Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da Universidade de Brasília. Brasília, Distrito Federal, Brasil.

 

Ana Helena Rossi, Universidade de Brasília

Possui graduação em Jornalismo pela Universidade de Brasília (1987), mestrado em Communication Sociale - Université de Bordeaux 3 (1989), mestrado em Histoire et Civilisations - Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1994), e doutorado em Sociologia e Antropologia das Práticas culturais na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, Paris (1999). Professora universitaria em Istanbul (Turquia) de 1999 a 2002 lecionando em língua francesa. Professora concursada de lycée na França. Professora substituta na Université de Provence com orientação de mestrados.

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Publicado

2013-02-25

Edição

Seção

Artigos