“A Montezuma”, poema de Engelbert Mveng

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2019v39nespp318

Palavras-chave:

Engelbert Mveng, Poesia Africana, Teologia Cristã, Inculturação, Ritmo

Resumo

O objetivo deste artigo é apresentar uma proposta de tradução do poema “A Montezuma” do poeta e teólogo camaronês Engelbert Mveng (1930-1995) e contextualizar, em seguida, dois aspectos da teologia de Mveng que se fazem notar no poema: o debate, por um lado, sobre
a inculturação da mensagem católica no contexto africano, por outro, a ética cristã que Mveng faz recuar à compreensão das preces africanas como berço de um monoteísmo “transcendente e absoluto”.

Biografia do Autor

Pablo Simpson, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita"

Bacharel e Licenciado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas (1998), Mestrado (2001) e Doutorado (2006) em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas, com sanduíche na Université Marc Bloch de Strasbourg, e Pós-doutorado pela Université Paris III - Sorbonne Nouvelle/ Fondation Maison des Sciences de lHomme e pela Universidade de São Paulo (2010). Especialista em literatura brasileira e francesa, tem parte de sua produção crítica dedicada à poesia brasileira do século XIX, especialmente Castro Alves, à poesia brasileira do século XX, com ensaios dedicados a Mário de Andrade e à poesia da geração de 1930, e à poesia francesa do século XX, sobretudo voltados à obra de Yves Bonnefoy. Além disso, traduziu poetas como Pierre Jean Jouve, Max Jacob e Jean Grosjean, além de romancistas como Georges Bernanos, Michel Henry e Louis-René des Forêts, cuja edição de Le Bavard prepara atualmente. Publicou também livros sobre a poesia árcade brasileira e o gênero da crônica. Foi Leitor de Literatura e Civilização Brasileira na Université de Yaoundé I nos Camarões por dois anos. É professor do Departamento de Letras Modernas do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE) da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", São José do Rio Preto.

 

Referências

A BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Paulus, 1980.

AUTRAND, Michel. La négritude et son chant selon Claudel et Senghor. Revue d’histoire littéraire de la France, [s.l], vol. 88, no. 2, 1988, p. 185–200. Disponível em: www.jstor.org/stable/40529219. Acesso em: 26. set. 2019.

BASTIDE, Roger. Poetas do Brasil. Prefácio de Antonio Candido, organização e notas de Augusto massi. São Paulo: Edusp/Duas cidades, 1997.

DJÉKÉRÉ, Jean-Claude. Il y a 20 ans était assassiné Engelbert Mveng.

Cameroonvoice, [s.l], avril 27, 2015. Disponível em: https://cameroonvoice.com/opinion/2015/04/27/il-y-a-20-ans-etait-assassine-engelbert-mveng/. Acesso em: 26. set. 2019

METOGO, Éloi Messi et al. Cristianismos africanos. Concilium: Revistas internacional de Teologia, [s.l]. número 317, Petrópolis: Editora Vozes, 2006/4.

MVENG, Engelbert. Balafon, avec dossier pédagogique par Gilbert Doho et Marcelin Vounda Etoa. Yaoundé: Édition CLÉ, 2010.

MVENG, Engelbert. L’art d’Afrique noire: liturgie cosmique et langage religieux. Paris: Point Omega/Mame, 1964.

POCOUTA, Paulin. Engelbert Mveng: une lecture africaine de la Bible. Nouvelle Revue Théologique, [s.l], 120-1 (1998), p. 32-45. Disponível em: https://www.nrt.be/fr/articles/engelbert-mveng-une-lecture-africaine-de-la-bible-355. Acesso em: 26. set. 2019.

SAGADOU, Jean-Paul. Saint Augustin et les païens/Engelbert Mveng et saint Augustin: Un Africain face à un ‘Africain’. Itinéraires Augustiniens n°38 : Le chemin spirituel › IV. Augustin aujourd’hui. Disponível em: https://www.assomption.org/fr/mediatheque/revue-itineraires-augustiniens/le-cheminspirituel/iv-augustin-aujourd-hui/saint-augustin-et-les-paiens-par-jean-paulsagadou. Acesso em: 26. set. 2019.

Downloads

Publicado

2019-12-19