Decolonizando saberes em bibliotecas: as bibliotecas públicas como territórios de mediação decolonial
DOI:
https://doi.org/10.5007/1518-2924.2025.e102648Palabras clave:
Decolonialidade na Biblioteconomia, Colonialidade e Decolonialidade na Ciência da Informação, Bibliotecas públicas decoloniais, Deconlinização de saberes em bibliotecas públicasResumen
Objetivo: Discutir, a partir de uma perspectiva teórico-discursiva, as interseções entre a Decolonialidade e as dinâmicas das bibliotecas públicas, analisando como suas práticas de mediação da informação podem fortalecer bases de resistência, promover saberes e consolidar epistemologias decoloniais em um contexto transdisciplinaridade.
Método: Discorre sobre a decolonialidade a partir da visão de autores decoloniais, aborda as bibliotecas públicas, explicando missão, objetivos e conceitos, bem como evidencia a mediação da informação como via para o protagonismo social de grupos historicamente subalternizados, por meio um estudo de natureza básica, com fins descritivos e abordagem qualitativa, cujas técnicas de pesquisa e fontes de apoio adotadas foi a pesquisa bibliográfica.
Resultado: Aborda a decolonialidade dentro das bibliotecas públicas, relacionando estudos decoloniais e biblioteconômicos. A pesquisa se apoia em autores como Aimé Césaire (2020), Lélia Gonzalez (2020), Ailton Krenak (2019) e Grada Kilomba (2019), além de estudiosos da Biblioteconomia e Mediação da Informação como Franciéle Garcês (2020), Francilene Cardoso (2015), Almeida Júnior (2015), Gomes (2019), Rabello e Almeida Júnior (2020).
Conclusões: As bibliotecas públicas, ainda marcadas pela colonialidade do saber, precisam romper com hierarquias epistêmicas e assumir um papel ativo na promoção da justiça cognitiva. A ausência de autores negros e indígenas, a predominância eurocêntrica e a falta de políticas inclusivas perpetuam desigualdades. A incorporação de acervos plurais, tradição oral e performances culturais amplia a mediação da informação. Assim, a decolonialidade na biblioteconomia deve ser mais que discurso, tornando-se um compromisso real com epistemologias diversas e transformação social.
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