Novos rumos para o laboratório escolar de ciências

Autores

  • Antônio Tarciso Borges UFMG - Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Resumo

Este trabalho discute o papel das atividades práticas no ensino de ciências e revê como o laboratório escolar de ciências tem sido usado. Discute os pressupostos sobre a natureza do conhecimento que suportam esses usos e os equívocos a que conduzem. Descreve algumas alternativas potencialmente mais relevantes e pedagogicamente interessantes que temos estudado, em contraste com os tipos de atividades fortemente estruturadas tradicionalmente utilizadas pelos professores. Em particular, defende a adoção de uma ampla gama de atividades prático-experimentais não necessariamente dirigidas como os tradicionais roteiros experimentais e uma mudança de foco no trabalho no laboratório, com o objetivo de deslocar o núcleo das atividades dos estudantes da exclusiva manipulação de equipamentos, preparação de montagens e realização de medidas, para outras atividades que se aproximam mais do fazer ciência. Essas atividades mais envolvem a manipulação de interpretações e idéias sobre observações e fenômenos que objetos, com o propósito de produzir conhecimento. Entre elas: a análise e interpretação dos resultados, a reflexão sobre as implicações destes e a avaliação da qualidade das evidências que suportam as conclusões obtidas.

Biografia do Autor

Antônio Tarciso Borges, UFMG - Minas Gerais

Bacharelado e Licentiatura em Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (1977, 1978), Mestrado em Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (1982) e Doutorado em Educação em Ciências - University of Reading (1996).

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

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Publicado

2002-01-01

Edição

Seção

Artigos