Novos rumos para o laboratório escolar de ciências

Antônio Tarciso Borges

Resumo


Este trabalho discute o papel das atividades práticas no ensino de
ciências e revê como o laboratório escolar de ciências tem sido usado.
Discute os pressupostos sobre a natureza do conhecimento que
suportam esses usos e os equívocos a que conduzem. Descreve algumas
alternativas potencialmente mais relevantes e pedagogicamente
interessantes que temos estudado, em contraste com os tipos de
atividades fortemente estruturadas tradicionalmente utilizadas pelos
professores. Em particular, defende a adoção de uma ampla gama de
atividades prático-experimentais não necessariamente dirigidas como
os tradicionais roteiros experimentais e uma mudança de foco no
trabalho no laboratório, com o objetivo de deslocar o núcleo das
atividades dos estudantes da exclusiva manipulação de equipamentos,
preparação de montagens e realização de medidas, para outras
atividades que se aproximam mais do fazer ciência. Essas atividades
mais envolvem a manipulação de interpretações e idéias sobre
observações e fenômenos que objetos, com o propósito de produzir
conhecimento. Entre elas: a análise e interpretação dos resultados, a
reflexão sobre as implicações destes e a avaliação da qualidade das
evidências que suportam as conclusões obtidas.

Palavras-chave


Laboratório; investigações abertas; resolução de problemas; problemas práticos; ensino-aprendizagem de ciências

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

 


Cad. Bras. Ens. Fís. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil - - - eISSN 2175-7941 - - - está licenciada sob Licença Creative Commons
> > > > >