Arte marcial, cinema e espiritualidade: corpo, pedagogia e ritualidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8042.2022.e89718

Palavras-chave:

Artes Marciais, Cinema, Espiritualidade, Filosofia

Resumo

Este ensaio filosófico visa apresentar uma reflexão a respeito da espiritualidade no contexto marcial. Para isso, primeiramente será realizada uma breve interpretação do filme “Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera”, do cineasta coreano Kim Ki Duk, buscando problematizar algumas relações a respeito do cinema, espiritualidade e artes marciais, sobretudo, na dimensão de combate interior e aperfeiçoamento de si que este filme apresenta. Posteriormente, será feita uma discussão a respeito da espiritualidade e suas relações com o corpo no contexto marcial, buscando expor a dimensão mística da unidade com o todo em detrimento de uma individualidade centrada em si. Também serão explicitados elementos que denotam um caráter sagrado e metafísico no contexto marcial, quais sejam: o corpo sutil, os rituais e a relação particularmente espiritualizada entre o mestre e os aprendizes.

Biografia do Autor

Gilbert de Oliveira Santos, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Graduado em Educação Física (Unicamp-SP) e Pós-Graduação em Artes, Educação e Linguagem (Unicamp-SP). Professor Adjunto da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Diamantina-MG; Participa e realiza estudos, projetos e pesquisas que envolvam os aspectos artísticos, filosóficos, marciais e terapêuticos das técnicas corporais. Doutor em Educação . Prof. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Departamento de Educação Física. Diamantina-MG, Brasil  

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Publicado

2022-09-08

Edição

Seção

Porta Aberta