As doenças do progresso na cidade de São Paulo: o caso das doenças cardiorrespiratórias, 1940-1970

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-9222.2020.e73942

Palavras-chave:

Cidade de São Paulo, Industrialização, Poluição do ar, Doenças cardiorrespiratórias

Resumo

O tema central deste artigo é o estudo histórico da relação estabelecida, nos anos de 1940 e 1970, entre a cidade de São Paulo, que se metropolizava e para isso voltava-se à construção de seu parque industrial, e das decorrências desse processo na vida de sua população, como do arrefecimento de doenças, entre elas, as doenças cardiorrespiratórias. Nesse contexto, pretende-se apontar como transformações dessa envergadura – tais como a poluição do ar emitida pelos automotivos, mas, sobretudo, pelas fábricas, dentro e fora de seus espaços de trabalho – impactaram a saúde da população trabalhadora.

Biografia do Autor

André Mota, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Coordenador do Museu Histórico-FMUSP desde 2007 e Professor Associado do Departamento de Medicina Preventiva-FMUSP desde 2018.

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Publicado

2020-11-16

Edição

Seção

Dossiê 2020.2 - "Os mundos do trabalho e suas interfaces com a ciência, a saúde e a doença”