Mundos do Trabalho

Mundos do Trabalho é uma publicação do GT "Mundos do Trabalho" da Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil). Tem por objetivo a divulgação da produção acadêmica brasileira e internacional, da área de História e afins, que dialogue com a perspectiva da História Social do Trabalho. A revista recebe, em português, espanhol ou inglês, artigos em fluxo contínuo para seção livre e artigos para dossiês temáticos, além de resenhas, entrevistas, comentários sobre fontes primárias inéditas, debates e conferências. As atividades da revista contam com o suporte logístico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o apoio institucional do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Notícias

 

Chamada para publicação em dossiês

 

Trabalho doméstico: sujeitos, experiências e lutas

Mundos do Trabalho abre chamada pública para seu primeiro número de 2019. A submissão de artigos para dossiê e seção livre, resenhas críticas, transcrições comentadas, traduções, entrevistas e comentários sobre acervos e fontes documentais deve ser realizada até 30 de abril de 2019 no site https://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/index, mediante cadastro e preenchimento completo dos metadados. As colaborações recebidas serão avaliadas pela Equipe Editorial e por pareceristas ad hoc.

 

O número terá um dossiê dedicado ao tema "Trabalho doméstico: sujeitos, experiências e lutas", sob a organização de Flavia Fernandes de Souza (Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense. Pós-doutoranda UFF/PNPD-Capes) e Maciel Henrique Carneiro da Silva (Doutor em História Social pela Universidade Federal da Bahia. Professor do IFPE).

 

Proposta: O trabalho doméstico tornou-se, em décadas recentes, alvo de vários estudos históricos, em especial no campo da História Trabalho, no Brasil e no mundo. Além disso, trata-se de um tema profundamente atual, que afeta o mundo contemporâneo quanto às subjetividades, às relações de trabalho precarizadas e à luta pela conquista /manutenção de direitos. O dossiê receberá artigos sobre a história do trabalho doméstico (remunerado e não remunerado) e dos seus trabalhadores. O objetivo é reunir resultados de pesquisas recentes sobre as experiências de diversos sujeitos (mulheres, homens, crianças, adultos, jovens, idosos, brasileiros, estrangeiros, indígenas, negros, brancos, escravizados, assalariados ou vinculados a outras formas de contratos ou tutelas) que se dedicaram aos trabalhos “domésticos”, “de servir”, “de cuidados” ou de “prestação de serviços” em domicílios alheios e/ou núcleos familiares, em diferentes espacialidades e temporalidades. O dossiê pretende também abrigar estudos que debatam processos de regulamentações, de construção de direitos, de identidades e desigualdades e de formas de organização e resistência; bem como experiências ligadas à dominação, à exploração e às opressões (sejam elas de classe, gênero, raça e/ou sexualidade). Nesse sentido, serão bem-vindos estudos que discutam a natureza histórica do trabalho/serviço doméstico, as suas relações e condições de trabalho e o seu papel na sociedade.


Trabalhadores e Segunda Guerra Mundial


Mundos do Trabalho abre chamada pública para o segundo número de 2019, com o tema “Trabalhadores e Segunda Guerra Mundial”, organizado por Alexandre Fortes (Professor Associado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) e Felipe Ribeiro (Professor Adjunto da Universidade Estadual do Piauí).

 

A Segunda Guerra Mundial provocou profundos impactos no mundo do trabalho, e este tema vem recebendo cada vez mais atenção da historiografia internacional. No caso do Brasil, os olhares se voltam, sobretudo, para o período iniciado em 1942, ano marcado pela ruptura de relações com os países do Eixo e posterior declaração de guerra à Alemanha e à Itália. Era o início do chamado "esforço de guerra”, marcado por fortes contradições no âmbito das políticas trabalhistas. De um lado, prosseguia a ampliação do arcabouço institucional vinculado ao direito do trabalho, tendo como alguns de seus marcos mais expressivos naquela conjuntura a criação do Salário Mínimo e da Justiça do Trabalho em 1941 e como seu coroamento a promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943. De outro, os trabalhadores se viam diante da militarização das relações de trabalho em diversos setores e da suspensão da aplicação de vários direitos trabalhistas recentemente promulgados. O envolvimento progressivo do país no conflito, especialmente a partir o afundamento de navios brasileiros pelo Eixo, provocou mobilizações contra o fascismo e, posteriormente, campanhas populares de apoio aos soldados brasileiros que lutavam no front. Esses movimentos de caráter patriótico, se num primeiro momento fortaleciam politicamente o regime, também geravam "efeitos colaterais", pois muitos daqueles que foram convidados ao sacrifício na guerra começaram a nutrir expectativas de descontar seu "cheque patriótico" no pós-guerra, diante do esforço imposto basicamente aos "de baixo" e da perda de direitos. As transformações vividas pelo país no período produziram fortes abalos sócio-políticos. Afinal de contas, tratava-se de uma ditadura entrando numa guerra em defesa da democracia, de uma sociedade profundamente racista se mobilizando contra doutrinas de supremacia branca. Um governo que abraçava, justamente naquele momento, o nacionalismo de massas e estabelecia uma aliança militar com os Estados Unidos, que, se de um lado contribuiria para criar condições de aprofundamento do processo de industrialização do país, a curto prazo implicava em concessões que afetavam gravemente a soberania nacional. Os trabalhadores brasileiros foram atores decisivos em todas essas dimensões daquele período de acontecimentos intensos, acelerados e complexos. Este dossiê pretende reunir estudos dedicados à Segunda Guerra Mundial e seus desdobramentos no mundo do trabalho. No que diz respeito ao do Brasil, a hipótese central que buscarmos explorar é a de que o envolvimento do país na confrontação global representa um importante divisor de águas na nossa história do trabalho, cuja magnitude só pode ser adequadamente avaliada à medida que aprofundamos nosso diálogo com a história das relações internacionais e com os paradigmas teórico-metodológicos da História Global.


Como contribuir:

A revista recebe, em português, espanhol ou inglês, artigos em fluxo contínuo para seção livre e artigos para dossiês temáticos, além de resenhas, entrevistas, comentários sobre fontes primárias inéditas, debates e conferências. Para o dossiê “Trabalhadores e Segunda Guerra Mundial” as contribuições devem ser submetidas até 31 de julho de 2019, no site https://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/index, mediante cadastro e preenchimento de metadados. As colaborações recebidas serão avaliadas pela Equipe Editorial, pelo Conselho Editorial e/ou por pareceristas ad hoc.

 
Publicado: 2019-04-08 Mais...
 
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v. 10, n. 19 (2018): Variedades de História do Trabalho


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