Notícias

I. Informações gerais

 

A Revista Mundos do Trabalho, publicação semestral do GT Mundos do Trabalho da Associação Nacional de História (ANPUH), abre chamada pública de trabalhos para as edições de 2016. A submissão de artigos (dossiê e seção livre), resenhas críticas, transcrições comentadas, traduções, entrevistas e comentários sobre acervos e fontes documentais deverá obedecer ao cronograma seguinte:

 

De 20/04/2016 até 20/06/2016

Edição vol. 08, n. 15 (2016/1): Dossiê História Social do Trabalho na Amazôniaorganização: Adalberto Paz (UNIFAP) e Lara de Castro (UNIFAP).

 

O dossiê sobre história social do trabalho na Amazônia receberá artigos originais, que possuam vinculação teórica, e densidade empírica, relacionados aos diferentes objetos e perspectivas inseridos na temática da edição. Nesse sentido, deverão ser submetidos textos resultantes de pesquisas dedicadas às especificidades dos mundos do trabalho amazônico, compreendidos de forma ampla, e sob os mais variados aspectos, desde os recortes “clássicos”, como os movimentos, organizações e experiências operárias, passando pela incorporação de questões raciais, gênero, cotidiano, família, lazer, etc., e as múltiplas dimensões do trabalho livre, escravo, compulsório, doméstico, e outros.

 

De 27/06/2016 até 27/07/2016

Edição vol. 08, n. 16 (2016/2): Dossiê Biografia e História do Trabalho – organização: Benito Schmidt (UFRGS) e Aldrin Castellucci (UNEB).

 

O dossiê abrigará artigos que enfoquem trajetórias de indivíduos ligados, de diferentes formas, ao mundo do trabalho, em variados recortes temporais e espaciais. A preocupação subjacente à proposta diz respeito às possibilidades analíticas/interpretativas que um estudo focado em um indivíduo pode trazer à história do trabalho. Entre outros recortes, os artigos poderão tratar de experiências de trabalhadores (escravos, libertos e livres, ou que experimentaram diversas condições ao longo de sua vida) e de militantes vinculados a variadas correntes de pensamento que buscaram interpelar os trabalhadores (abolicionismo, socialismo, anarquismo, comunismo, trabalhismo, integralismo, catolicismo...), bem como de outros indivíduos ligados ao universo laboral (senhores, patrões, advogados, intelectuais, familiares...). Serão bem vindos ainda artigos de caráter teórico, historiográfico ou que tratem de fontes e arquivos relacionados ao tema central do dossiê “Biografia e história do trabalho”.

 

Pesquisadores(as) interessados(as) em submeter colaborações para as edições deverão fazê-lo pelo site http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho. Os trabalhos recebidos serão apreciados pela Equipe Editorial e por pareceristas ad hoc.

 

II. Normas de publicação

 

 

Para efeitos de padronização gráfica, os trabalhos devem seguir, rigorosamente, as normas abaixo especificadas:

 

  1. Os artigos devem ser escritos em língua portuguesa (Brasil), obedecer ao formato Word for Windows (doc. ou docx.), ter entre 35.000 e 60.000 caracteres com espaço (em torno de 25 páginas), incluindo tabelas, legendas e notas de rodapé, em fonte Calibri 11, espaço entre linhas de 1.5, margens de 2,5 cm e parágrafo de 1.5 cm (primeira linha).

 

  1. A primeira página deve conter resumo e abstract (em torno de 10 linhas), três palavras-chave em português e três em inglês, título do trabalho centralizado (em português e inglês), nome do(a) autor(a) alinhado à direita, instituição que apóia o trabalho (quando for o caso) indicada em nota de rodapé (*), vínculo institucional (**) e email para contato (opcional);

 

3. Bibliografia (cf. os exemplos a seguir), fontes documentais e comentários críticos devem ser indicados em notas de rodapé. Não é necessário destacar ao final do texto o material arrolado nas notas. Recomenda-se o uso parcimonioso das mesmas, de forma a garantir a fluidez da leitura.

 

 

Livro

 

GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. Tradução: Federico Carotti. 2ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Citações seguintes: GINZBURG. Mitos, emblemas, sinais, p. 205.

 

WILLIAMS, Raymond. Culture and materialism selected essays. London: Verso Books, 2005. Citações seguintes: WILLIAMS. Culture and materialism, p. 54-55.

 

 

Capítulo de livro

 

THOMPSON, E. P. “Agenda for a Radical History”. In: ______. Making history: writings on History and Culture. New York: The New Press, 1994. Citações seguintes: THOMPSON. “Agenda for a Radical History”, p. 362.

 

VOVELLE, Michel. “Da história das culturas à história das atitudes: onde se encontra o inconsciente coletivo?”. In: ______. Ideologias e mentalidades. Tradução: Maria Julia Cottvasser. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 103-150. Citações seguintes: VOVELLE. “Da história das culturas à história das atitudes”, p. 121-122.  

 

 

Capítulo em coletânea

 

PERROT, Michelle. “On the Formation of the French Working Class”. In: KATZNELSON, Ira; ZOLBERG, Aristide R. (ed.). Working-Class Formation: Nineteenth-Century Patterns in Western Europe and the United States. Princeton: Princeton University Press, 1986, p. 75-110. Citações seguintes: PERROT. “On the Formation”, p. 87.

 

MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. “De rebeldes a fura-greves: as duas faces da experiência da liberdade dos quilombolas do Jabaquara na Santos pós-emancipação”. In: CUNHA, Olívia Maria Gomes da; GOMES, Flávio dos Santos (orgs.). Quase-cidadão: histórias e antropologias da pós-emancipação no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007, p. 241-282. Citações seguintes: MACHADO. “De rebeldes a fura-greves”, p. 279.

 

 

Teses e Dissertações

 

LIMA e SOUZA, Mônica. “Entre margens: o retorno à África de libertos no Brasil, 1830-1870”. (Tese de doutorado, Universidade Federal Fluminense, 2008), p. 105. Citações seguintes: LIMA E SOUZA. “Entre margens”, p. 202.

 

ZEITLIN, Jonathan Hart. “Craft regulation and the division of labour: engineers and compositors in Britain, 1890-1914”. (PhD Thesis in Social History, University of Warwick, 1981), p. 233. Next references: ZEITLIN. “Craft regulation”, p. 410.

 

 

Artigos em periódicos

 

KOCKA, Jürgen. “Losses, Gains and Opportunities: Social History Today”. Journal of Social History, vol. 37, nº 1, p. 21-28, Special Issue (autumn, 2003). Citações seguintes: KOCKA. “Losses, Gains and Opportunities”, p. 25.

 

LEITE LOPES, José Sergio; PESSANHA, Elina; RAMALHO, José Ricardo. “Esboço de uma história social da primeira geração de sociólogos do trabalho e dos trabalhadores”. Educação & Sociedade – Revista de Ciência da Educação, Campinas, v. 33, n. 118, p. 115-129, jan.-mar. 2012. Citações seguintes: LEITE LOPES; PESSANHA; RAMALHO. “Esboço de uma história social”, p. 120-121.

 

 

Artigo publicado em anais eletrônicos

 

SCOTT, Rebecca J. “O trabalho escravo contemporâneo e os usos da história”. In: VI ENCONTRO ESCRAVIDÃO E LIBERDADE NO BRASIL MERIDIONAL – A experiência dos Africanos e seus descendentes no Brasil, 2013, Florianópolis/SC. Anais... Florianópolis, UFSC, 2013, p. 1-11 (Anais eletrônicos). Citações seguintes: SCOTT. “O trabalho escravo contemporâneo”, p. 8.

 

GUIMARÃES, Carlos Gabriel. “O Estado Imperial brasileiro e os bancos estrangeiros: o caso do London and Brazilian Bank (1862-1871)”. In: XXVI SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – ANPUH: 50 ANOS, I, 2011, São Paulo. Anais... São Paulo: Editora ANPUH-SP, 2011, p. 1-20 (Anais eletrônicos). Citações seguintes: GUIMARÃES. “O Estado imperial brasileiro e os bancos estrangeiros”, p. 17.

 

 

Textos e documentos históricos disponíveis na internet:

 

LUCASSEN, Jan. “Outlines of a History of Labour”. http://socialhistory.org/en/publications/outlines-history-labour, acesso em (indicar data da consulta). Citações seguintes: LUCASSEN. “Outlines of a History of Labour”.

 

ALONSO, Angela. “Associativismo avant la lettre – as sociedades pela abolição da escravidão no Brasil oitocentista”. http://cebrap.org.br/bv/arquivos/215_artigo.pdf, acesso em (indicar data da consulta). Citações seguintes: ALONSO. “Associativismo avant la lettre”, p. 12.

 

 

Imprensa periódica

 

Título do periódico em itálico, cidade da publicação, dia mês (abreviado) ano, p.

 

O Tempo, Salvador, 10 jun. 1919, p. 1.

 

O Amigo do Escravo, Rio de Janeiro, 27 out. 1883, p. 2.

 

Artigos ou matérias (assinadas) publicadas na imprensa periódica

 

ALENCASTRO, Luiz Felipe. “As armas e as cotas”. Folha de S. Paulo, 02 set. 2012, Ilustríssima, p. Citações seguintes: ALENCASTRO. “As armas e as cotas”.

 

COWLEY, Jason. “A shattered union. Are these the last days of Great Britain?”. New Statesman, 12-18 set. 2014, p. 22-26 Citações seguintes: COWLEY. “A shattered union”, p. 24.

 

 

4. As citações de até três linhas devem vir entre aspas no corpo do texto e as que ultrapassarem esse limite deverão ser destacadas com recuo à esquerda de 4 cm, espaçamento simples, fonte Calibri 10, sem aspas. As citações em língua estrangeira devem ser traduzidas e o texto original indicado em nota de rodapé.

 

5. Os textos podem conter ilustrações, gráficos, tabelas e quadros, sendo indispensável indicar as fontes utilizadas e as respectivas legendas. Imagens (fotos ou figuras) devem ter resolução mínima de 300 dpi, em formato TIFF ou JNP.

 

6. As resenhas devem ter entre 10.000 e 15.000 caracteres com espaço (até cinco páginas), título, três palavras-chave em português e três em inglês. Serão aceitas resenhas de obras reeditadas que tenham sido publicadas – no máximo – há três anos.

 

7. A revista recebe transcrição de fontes inéditas e entrevistas, segundo as normas especificadas para os artigos, acompanhadas de uma breve apresentação do material submetido, além de três palavras-chave em português e três em inglês.

 

8. Em caso de dúvida, entre em contato pelo e-mail: revistamundosdotrabalho@gmail.com

Chamada para publicação em dossiês

 

Trabalhadores e Segunda Guerra Mundial


Mundos do Trabalho abre chamada pública para o primeiro número de 2019, com o tema “Trabalhadores e Segunda Guerra Mundial”, organizado por Alexandre Fortes (Professor Associado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) e Felipe Ribeiro (Professor Adjunto da Universidade Estadual do Piauí).

 

A Segunda Guerra Mundial provocou profundos impactos no mundo do trabalho, e este tema vem recebendo cada vez mais atenção da historiografia internacional. No caso do Brasil, os olhares se voltam, sobretudo, para o período iniciado em 1942, ano marcado pela ruptura de relações com os países do Eixo e posterior declaração de guerra à Alemanha e à Itália. Era o início do chamado "esforço de guerra”, marcado por fortes contradições no âmbito das políticas trabalhistas. De um lado, prosseguia a ampliação do arcabouço institucional vinculado ao direito do trabalho, tendo como alguns de seus marcos mais expressivos naquela conjuntura a criação do Salário Mínimo e da Justiça do Trabalho em 1941 e como seu coroamento a promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943. De outro, os trabalhadores se viam diante da militarização das relações de trabalho em diversos setores e da suspensão da aplicação de vários direitos trabalhistas recentemente promulgados. O envolvimento progressivo do país no conflito, especialmente a partir o afundamento de navios brasileiros pelo Eixo, provocou mobilizações contra o fascismo e, posteriormente, campanhas populares de apoio aos soldados brasileiros que lutavam no front. Esses movimentos de caráter patriótico, se num primeiro momento fortaleciam politicamente o regime, também geravam "efeitos colaterais", pois muitos daqueles que foram convidados ao sacrifício na guerra começaram a nutrir expectativas de descontar seu "cheque patriótico" no pós-guerra, diante do esforço imposto basicamente aos "de baixo" e da perda de direitos. As transformações vividas pelo país no período produziram fortes abalos sócio-políticos. Afinal de contas, tratava-se de uma ditadura entrando numa guerra em defesa da democracia, de uma sociedade profundamente racista se mobilizando contra doutrinas de supremacia branca. Um governo que abraçava, justamente naquele momento, o nacionalismo de massas e estabelecia uma aliança militar com os Estados Unidos, que, se de um lado contribuiria para criar condições de aprofundamento do processo de industrialização do país, a curto prazo implicava em concessões que afetavam gravemente a soberania nacional. Os trabalhadores brasileiros foram atores decisivos em todas essas dimensões daquele período de acontecimentos intensos, acelerados e complexos. Este dossiê pretende reunir estudos dedicados à Segunda Guerra Mundial e seus desdobramentos no mundo do trabalho. No que diz respeito ao do Brasil, a hipótese central que buscarmos explorar é a de que o envolvimento do país na confrontação global representa um importante divisor de águas na nossa história do trabalho, cuja magnitude só pode ser adequadamente avaliada à medida que aprofundamos nosso diálogo com a história das relações internacionais e com os paradigmas teórico-metodológicos da História Global.


Como contribuir:

A revista recebe, em português, espanhol ou inglês, artigos em fluxo contínuo para seção livre e artigos para dossiês temáticos, além de resenhas, entrevistas, comentários sobre fontes primárias inéditas, debates e conferências. Para o dossiê “Trabalhadores e Segunda Guerra Mundial” as contribuições devem ser submetidas até 15 de agosto de 2019, no site https://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/index, mediante cadastro e preenchimento de metadados. As colaborações recebidas serão avaliadas pela Equipe Editorial, pelo Conselho Editorial e/ou por pareceristas ad hoc.

 

Beatriz Ana Loner: Mundos do Trabalho e Pós-Abolição

 

Mundos do Trabalho abre chamada pública para o segundo número de 2019, com o tema “Beatriz Ana Loner: Mundos do Trabalho e Pós-Abolição”, organizado por Fernanda Oliveira da Silva (Universidade Federal de Pelotas), Melina Kleinert Perussatto (Universidade Federal da Fronteira Sul) e Micaele Irene Scheer (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

 

O presente dossiê tem como objetivos homenagear Beatriz Ana Loner e debater a agenda de pesquisa que ajudou a construir. Falecida em 29 de março de 2018, a historiadora foi uma das fundadoras do GT e da revista Mundos do Trabalho, bem como do GT Emancipações e Pós-Abolição, ambos da Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil). Sua produção ressalta a importância de pesquisas atentas às articulações entre classe e raça, com destaque para o trabalhador negro, conforme registrado em seu livro Construção de classe: operários de Pelotas e Rio Grande (1889-1930). Desse modo, serão bem-vindas contribuições balizadas na trajetória intelectual da homenageada e em sua agenda de pesquisa, que versa sobre associativismo negro; campesinato negro; movimentos abolicionista e operário; imprensas operária e negra; trajetórias individuais e coletivas; experiências de escravidão e liberdade em perspectiva histórica; acervos e fontes; questões teóricas, conceituais e metodológicas na história social do trabalho e no campo das emancipações e do pós-abolição, dentre outros.

 

Como contribuir:

A revista recebe, em português, espanhol ou inglês, artigos em fluxo contínuo para seção livre e artigos para dossiês temáticos, além de resenhas, entrevistas, comentários sobre fontes primárias inéditas, debates e conferências. Para o dossiê “Beatriz Ana Loner: Mundos do Trabalho e Pós-Abolição” as contribuições devem ser submetidas até 22 de agosto de 2019, no site https://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/index, mediante cadastro e preenchimento de metadados. As colaborações recebidas serão avaliadas pela Equipe Editorial, pelo Conselho Editorial e/ou por pareceristas ad hoc.

 
Publicado: 2019-04-08 Mais...
 
1 a 1 de 1 itens