A história da filosofia no discurso de John Dewey sobre a moral

Autores

  • Paulo Fernando Aleixo da Cruz Universidade de São Paulo
  • Marcus Vinicius Cunha Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2016v34n1p286

Resumo

Este artigo segue diretrizes teóricas e metodológicas oriundas de Chaïm Perelman e Stephen Toulmin, cujos fundamentos se encontram no movimento contemporâneo de revisão da filosofia de Aristóteles. Seu objetivo consiste em fazer a análise retórica do ensaio “Intelligence and Morals” [“Inteligência e Moral”] de John Dewey, publicado em 1908, no qual o autor defende a tese de que desde o Renascimento a moral se tornou desvinculada de fins transcendentais, sendo, então, baseada na inteligência. O exame do ensaio revela o uso da estratégia discursiva denominada recurso à origem, a qual consiste em elaborar uma narrativa genealógica sobre história da filosofia com o intuito de sustentar a tese do autor. O trabalho sugere que essa forma de argumentar é frequente na obra de Dewey, sendo observada também no livro Democracy and education [Democracia e educação], no qual o filósofo discorre sobre a história da filosofia para evidenciar que a reflexão filosófica em educação emerge de problemáticas sociais.

Biografia do Autor

Paulo Fernando Aleixo da Cruz, Universidade de São Paulo

Graduado em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

Marcus Vinicius Cunha, Universidade de São Paulo

Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). Professor do Curso de Pedagogia e da Pós-Graduação em Educação na Universidade de São Paulo (USP) e colaborador do Programa de Pós-graduação em Educação Escolar da Universidade Estadual Paulista Araraquara (UNESP).

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Publicado

2016-06-21

Como Citar

Cruz, P. F. A. da, & Cunha, M. V. (2016). A história da filosofia no discurso de John Dewey sobre a moral. erspectiva, 34(1), 286–304. https://doi.org/10.5007/2175-795X.2016v34n1p286