Reflexões sobre a câmara mirim e o brinquedo improfanável

Autores

  • André Cechinel Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC
  • Rafael Rodrigo Mueller Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2017v35n4p1182

Palavras-chave:

Infância, Brincadeira, Profanação, Câmara mirim

Resumo

O presente ensaio propõe-se a discutir a Câmara Mirim – projeto educativo brasileiro por meio do qual as crianças, após processo seletivo escolar, são convidadas a desempenhar papel político semelhante ao dos deputados na formulação de leis – como proposta que, em vez de ouvir a política característica da infância, estranha e inapreensível, acaba por lhe impor uma forma de intervenção adultocêntrica e, dessa forma, silenciadora. Para tanto, o texto divide-se em duas etapas: primeiro, discute-se a relação entre infância, brincadeira e profanação, para, a seguir, abordar-se o vínculo entre as escolas e a Câmara Mirim como exemplo de submissão do processo educativo a demandas do mundo adulto. Em resumo, se a política da infância interpela a vida adulta sob o ponto de vista da diferença, a estetização da política, tal como praticada pela Câmara Mirim, insere as crianças num mundo ao mesmo tempo previsível e como que inevitável.

Biografia do Autor

André Cechinel, Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Doutor em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professor do Programa de Pós-Graduação em
Educação da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC).

Rafael Rodrigo Mueller, Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Doutor em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professor do Programa de Pós-Graduação em
Educação da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC).

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Publicado

2017-12-21