Religiosidades afro-brasileiras e educação em ciências da natureza: diálogos possíveis

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e102118

Schlagworte:

Educação em ciências, Relações étnico-raciais, Cartografia

Abstract

Este texto trata de uma cartografia interessada em movimentar a seguinte questão: é possível aprender ciências da natureza a partir da atenção para um terreiro de Umbanda? Inicialmente, mobiliza-se uma escrita em primeira pessoa do singular, em que o primeiro autor, professor de ciências da natureza e pesquisador em educação, relata sua visita a um terreiro de Umbanda, compartilhando as suas percepções e experiências relacionadas à natureza e demais temas do ensino de ciências da natureza. Em seguida, produzem-se reflexões teóricas e conceituais, a partir do viés pós-estruturalista, que apresentam e tensionam a necessidade de serem movimentadas práticas pedagógicas na educação em ciências da natureza que explorem a potência de diferentes epistemologias, territórios e culturas no âmbito da educação escolar. Reconhece-se, assim, a urgência de aproximar dos/as estudantes diferentes práticas e dinâmicas educativas que também estejam embasadas em saberes e potencialidades afro-brasileiras. As múltiplas percepções de natureza, de cultura, de vida e de mundo são importantes para reconhecer a diferença e diversidade de (co)existências possíveis entre humanos e não-humanos. Dessa maneira, perceber e afirmar tais maneiras de ver, viver, existir e interagir, como acontece em um terreiro de Umbanda, pode ser potente para se pensar em uma educação em ciências da natureza que aconteça de modo a reconhecer a multiplicidade imanente à vida.

Autor/innen-Biografien

Tiago Amaral Sales, Universidade Federal de Uberlândia

Doutor em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (PPGED/UFU), MG, Brasil. Professor Adjunto no curso de Ciências Biológicas, vinculado ao Instituto de Ciências Exatas e Naturais do Pontal (ICENP), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Campus Pontal. Pós-doutorado em Divulgação Científica e Cultural pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (PPGED/UFU). Licenciado em Pedagogia pela Universidade Estácio de Santa Catarina (UNESA). Licenciado e Bacharel em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia (INBIO/UFU). E-mail: tiagoamaralsales@gmail.com

Fernanda Monteiro Rigue, Universidade Federal de Uberlândia

Doutora (2020) e Mestra (2017) em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, RS, Brasil. Professora dos cursos de Química (Licenciatura e Bacharelado) do Instituto de Ciências Exatas e Naturais do Pontal - Universidade Federal de Uberlândia, ICENP/UFU, MG, Brasil. Licenciada em Química pelo Instituto Federal Farroupilha - Campus São Vicente do Sul (2015). É líder do habitAR: Grupos de Estudos e Pesquisas em Educação, Ciência e Vida (Educação), membro do Grupo de Estudos e Pesquisa Fiandar (Ciências Humanas e Educação) e Grupo UIVO: matilha de estudos em criação, arte e vida (Artes). Tem interesse nos seguintes temas: Formação docente, Educação-Ensino de Ciências-Química no Brasil e Historicidade da Educação-Ciências/Química, dentro do prisma das Filosofias da Diferença e do Pós-estruturalismo.

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Veröffentlicht

2026-02-05

Zitationsvorschlag

Sales, T. A., & Rigue, F. M. (2026). Religiosidades afro-brasileiras e educação em ciências da natureza: diálogos possíveis. Perspectiva, 44(2), 1–25. https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e102118

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