Etnomatemática como direito de saber-se: subversões e insurgências no ensino, na pesquisa e na formação de professores e professoras que ensinam Matemática

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e106790

Schlagworte:

Educação matemática, Decolonialidade, Interculturalidade crítica

Abstract

O presente artigo discute subversões e insurgências que nascem do campo da Etnomatemática, tensionando ideários e discursos hegemônicos e normativos no ensino de Matemática na Educação Básica, no Ensino Superior especificamente no campo da formação de professores e professoras que ensinam matemática e na pesquisa em Educação Matemática. Esses três movimentos se aproximam de posturas e ações que, no campo da Educação Matemática, têm se caracterizado como subversões responsáveis propõem insurgências e resistências que se responsabilizam, em uma perspectiva intercultural crítica, com o bem comum. Apresentam-se os tensionamentos de ideários e discursos hegemônicos e normativos que, em seus modos de captura, colocam a Etnomatemática a serviço de antipedagogias do Estado e do poder. Para além dessas estruturas, tratamos de potencialidades da Etnomatemática para o reconhecimento de indivíduos como parte de coletivos de históricas resistências políticas e afirmativas, sendo essa uma aposta ética, política e epistêmica da Educação Matemática. Apresentase, por fim uma perspectiva de Etnomatemática que desafia estudantes, professores e professoras, pesquisadores e pesquisadoras a se repensarem no diálogo intercultural com sujeitos e coletivos de históricas lutas afirmativas. Seu horizonte é, por isso, pluriversal: não se trata apenas de incluir saberes subalternizados no currículo – ainda que esse caminho seja importante e necessário –, mas de transformar a própria educação em um projeto ético-político que, de forma reativa e propositiva, traz como exigência radical o narrar outras histórias para além da hegemônica, política, cultural e pedagógica decretada como única.

Autor/innen-Biografien

Filipe Santos Fernandes, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutor em Educação Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Unesp, campus Rio Claro, SP, Brasil. Professor Adjunto da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Membro do Grupo de Pesquisa História Oral e Educação Matemática (Ghoem) e do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Educação do Campo (Nepcampo)

Carolina Tamayo , Universidade Federal de Minas Gerais

Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, SP, Brasil. Professora da Faculdade de Educação da UNICAMP. Lider do Grupo de Pesquisa Educação, Linguagem e Práticas Culturais -Phala- da UNICAMP. Professora em nível de mestrado e doutorado junto ao Programa de Pós-graduação em Conhecimento e Inclusão Social da UFMG. Coordenadora no Programa Formativo Intercultural para Ingressantes pelo Vestibular Indígena (ProFIIVI) núcleo Ciências Exatas, Tecnológicas e da Terra da UNICAMP.

Rafael Antunes Machado, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutorando em Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Brasil. Mestre em Educação Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Brasil. Professor da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (SMED/PBH). Membro do Grupo de Pesquisa Educação, Linguagem e Práticas Culturais -Phala- da UNICAMP e coordenador do Grupo de Pesquisa insurgir da UFMG.

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Veröffentlicht

2026-08-12

Zitationsvorschlag

Fernandes, F. S., Tamayo , C., & Machado, R. A. (2026). Etnomatemática como direito de saber-se: subversões e insurgências no ensino, na pesquisa e na formação de professores e professoras que ensinam Matemática. Perspectiva, 44(1), 1–19. https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e106790

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Dossiê Insubordinações criativas nas encruzilhadas das Educações Matemáticas: virada ética e movimentos sociais