La etnomatemática como derecho a saberse: subversiones e insurgencias en la enseñanza, la investigación y la formación de professores y professoras que enseñan matemática
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e106790Palabras clave:
Educación matemática, Decolonialidad, Interculturalidad críticaResumen
Este artículo discute las subversiones e insurgencias que surgen desde el campo de la Etnomatemática, desafiando los ideales y discursos hegemónicos y normativos en la enseñanza de las Matemáticas en la Educación Básica, en la Educación Superior específicamente en el campo de la formación docente de profesores de matemáticas y en la investigación en Educación Matemática. Estos tres movimientos se aproximan a posiciones y acciones que, en el campo de la Educación Matemática, se han caracterizado como subversiones responsables que proponen insurgencias y resistencias responsables, desde una perspectiva intercultural crítica, del bien común. Se presentan las tensiones de los ideales y discursos hegemónicos y normativos que, en sus modos de captura, colocan a la Etnomatemática al servicio de antipedagogías del Estado y del poder. Además de estas estructuras, abordamos el potencial de las Etnomatemáticas para el reconocimiento de los individuos como parte de colectivos de resistencia histórica política y afirmativa, esto es una apuesta ética, política y epistémica de la Educación Matemática. Finalmente, se presenta una perspectiva Etnomatemática que desafía a estudiantes, docentes e investigadores a repensarse en el diálogo intercultural con sujetos y colectivos de luchas afirmativas históricas. Su horizonte es, por tanto, pluriversal: no se trata sólo de incluir saberes subalternizados en el currículo –aunque este camino es importante y necesario–, sino de transformar la propia educación en un proyecto ético-político que, de manera reactiva y proactiva, traiga como exigencia radical la narración de otras historias más allá de la hegemónica, política, cultural y pedagógica decretada como única.
Citas
ARROYO, Miguel Gonzalez. Outros sujeitos, outras pedagogias. Petrópolis: Vozes, 2011.
ARROYO, Miguel Gonzalez. Vidas re-existentes: reafirmando sua outra humanidade na história. Petrópolis: Vozes, 2023.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-
integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 31 mar. 2025.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/matematica.pdf. Acesso em: 31 mar. 2025.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro03.pdf. Acesso em: 31 mar. 2025.
BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 março de 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Disponível em: L11645. Acesso em: 02 mar. 2026.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 2003. Disponível em: L10639. Acesso em: 02 mar. 2026.
D’AMBROSIO, Beatriz Silva; LOPES, Celi Espasandin. Insubordinação Criativa: um convite à reinvenção do educador matemático. Bolema, v. 29, n. 51, p. 1-17, abr. 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-4415v29n51a01
D’AMBROSIO, Beatriz Silva; LOPES, Celi Espasandin. Trajetórias de educadoras matemáticas. Campinas: Mercado de Letras, 2014.
D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 6. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.
FERNANDES, Filipe Santos. Paulo Freire, meu educador matemático: um ensaio para quem ensina ou quer ensinar matemática. In: VALLE, Júlio César Augusto do (Org.). Educação Matemática com Paulo Freire: há formas matemáticas de estar no mundo. São Paulo, LF Editorial, 2026. p. 21-44.
FERNANDES, Filipe Santos; TAMAYO, Carolina. Etnomatemática e Ensino Superior: polissemias junto a camponeses e indígenas em formação como professores que problematizam matemáticas. In: ROSA, Milton Rosa; MADRUGA, Zulma Elizabete de Freitas; PINHEIRO, Rodrigo Carlos Pinheiro (Orgs.). Concepções teóricas, filosóficas e metodológicas das interlocuções polissêmicas do Programa Etnomatemática. Curitiba: CRV, 2024. p. 135-152. DOI: https://doi.org/10.24824/978652517097.8
FERREIRA, Mariana Kawall Leal. Ideias matemáticas de povos culturalmente distintos. Editora Global, São Paulo, 2002.
FREITAS, Adriano Vargas; FANTINATO, Maria Cecilia. Os distanciamentos entre a Base Nacional Comum Curricular e a etnomatemática. Revista de Educação Matemática, v. 18, edição especial, p. e021047, 2021. Disponível em: https://www.revistasbemsp.com.br/index.php/REMat-SP/article/view/110/120. Acesso em: 31 mar. 2025.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1974.
KNIJNIK, Gelsa et al. Etnomatemática em movimento. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.
MACHADO, Rafael Antunes. “A gente tem a experiência do barro”: entre Artesãs, Joana, Rafaéis e (quem sabe?) uma etnomatemática junto à decolonialidade. 2021. (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2021.
MOREIRA, Luciano Accioly Lemos. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e a educação brasileira sob a supremacia do mercado. Educação Temática Digital, Campinas, v. 9, n. 2, p.31-51, jun. 2008. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/815/830. Acesso em: 31 mar. 2025.
MONTERO, Paula. Multiculturalismo, identidades discursivas e espaço público. Sociologia & Antropologia, v. 2, n. 4, p. 81-101, out. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sant/a/cBg3KfW3YZTBvwppXbjYrcR/. Acesso em: 31 mar. 2025.
PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliana da (Orgs.). Pistas do método da cartografia: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2009.
PINTO, Ellen de Cássia; FERNANDES, Filipe Santos. A escravidão como um etno para matemáticas no brasil: a população negra feminina frente à pandemia do novo coronavírus. Revista Latinoamericana de Etnomatemática, v. 13, n. 1, p. 67-85, 2020. DOI: https://doi.org/10.22267/relatem.20131.46
RIO, João do. A alma encantadora das ruas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.
SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora/PISEAGRAMA, 2023.
UFPE - Universidade Federal de Pernambuco. Mês da Consciência Negra: conheça grupos que trabalham com a temática étnico-racial na UFPE. Disponível em: https://www.ufpe.br/cultura/noticias/-/asset_publisher/lMITBsqjt7WR/content/mes-da- consciencia-negra-conheca-grupos-que-trabalham-com-a-tematica-etnico-racial-na-ufpe/40615. Acesso em: 31 mar. 2025.
VASCONCELOS, Anthonny Ewerton Marinho de; ROCHA, Cristiane de Arimatéa; CARVALHO, Jose Ivanildo Felisberto de. Africanidades, Matemática e Teatro de Mamulengos: uma encruzilhada de saberes e reflexões. Revista Internacional de Formação de Professores, v. 8, p. e023008, 2023. Disponível em: https://periodicoscientificos.itp.ifsp.edu.br/index.php/rifp/article/view/937. Acesso em: 31 mar. 2025.
WEIR, José Angel Quintero. Hacer Comunidad: Notas sobre território y territorialidad desde el sentipensar indígena en la cuenca del Lago de Maracaibo - Venezuela. Ediciones Pomarrosa, 2020. Disponível em: https://territoriosalternativos.cl/wp-content/uploads/2020/libros/HacerComunidad_JoseAngelQuintero.pdf. Acesso em: 01 mar. 2026.
WALSH, Catherine. Interculturalidade crítica e pedagogia decolonial: in-surgir, re-existir e re- viver. In: CANDAU, Vera Maria (Org.). Educação intercultural na América Latina: entre concepções, tensões e propostas. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2009a. p. 12-43.
WALSH, Catherine. Interculturalidad crítica y educación intercultural. In: VIAÑA, Jorge; TAPIA, Luis; WALSH, Catherine (Orgs.). Construyendo Interculturalidad Crítica. La Paz: Instituto Internacional de Integración del Convenio Andrés Bello, 2009b. p. 75-96.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Filipe Santos Fernandes, Carolina Tamayo , Rafael Antunes Machado

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Esta revista proporciona acesso público a todo seu conteúdo, seguindo o princípio de que tornar gratuito o acesso a pesquisas gera um maior intercâmbio global de conhecimento. Tal acesso está associado a um crescimento da leitura e citação do trabalho de um autor. Para maiores informações sobre esta abordagem, visite Public Knowledge Project, projeto que desenvolveu este sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa, distribuindo o Open Journal Sistem (OJS) assim como outros software de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Os nomes e endereços de e-mail neste site serão usados exclusivamente para os propósitos da revista, não estando disponíveis para outros fins.
A Perspectiva permite que os autores retenham os direitos autorais sem restrições bem como os direitos de publicação. Caso o texto venha a ser publicado posteriormente em outro veículo, solicita-se aos autores informar que o mesmo foi originalmente publicado como artigo na revista Perspectiva, bem como citar as referências bibliográficas completas dessa publicação.
