Etnomatemática como direito de saber-se: subversões e insurgências no ensino, na pesquisa e na formação de professores e professoras que ensinam Matemática
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e106790Parole chiave:
Educação matemática, Decolonialidade, Interculturalidade críticaAbstract
O presente artigo discute subversões e insurgências que nascem do campo da Etnomatemática, tensionando ideários e discursos hegemônicos e normativos no ensino de Matemática na Educação Básica, no Ensino Superior especificamente no campo da formação de professores e professoras que ensinam matemática e na pesquisa em Educação Matemática. Esses três movimentos se aproximam de posturas e ações que, no campo da Educação Matemática, têm se caracterizado como subversões responsáveis propõem insurgências e resistências que se responsabilizam, em uma perspectiva intercultural crítica, com o bem comum. Apresentam-se os tensionamentos de ideários e discursos hegemônicos e normativos que, em seus modos de captura, colocam a Etnomatemática a serviço de antipedagogias do Estado e do poder. Para além dessas estruturas, tratamos de potencialidades da Etnomatemática para o reconhecimento de indivíduos como parte de coletivos de históricas resistências políticas e afirmativas, sendo essa uma aposta ética, política e epistêmica da Educação Matemática. Apresentase, por fim uma perspectiva de Etnomatemática que desafia estudantes, professores e professoras, pesquisadores e pesquisadoras a se repensarem no diálogo intercultural com sujeitos e coletivos de históricas lutas afirmativas. Seu horizonte é, por isso, pluriversal: não se trata apenas de incluir saberes subalternizados no currículo – ainda que esse caminho seja importante e necessário –, mas de transformar a própria educação em um projeto ético-político que, de forma reativa e propositiva, traz como exigência radical o narrar outras histórias para além da hegemônica, política, cultural e pedagógica decretada como única.
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