Fichas de lectura como práctica de comprensión y reflexión en la educación superior
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-795X.2025.e105010Palabras clave:
Ficha de lectura, Estrategias de lectura, Educación superiorResumen
Insertarse y participar activamente en la esfera académica requiere el ejercicio de prácticas de lenguaje con textos y discursos característicos de este ámbito. En este sentido, la lectura se constituye como una práctica fundamental para la construcción de conocimientos de diversos órdenes y demanda una enseñanza explícita y sistemática para que los estudiantes aprendan a leer en el contexto de la educación superior. Este escenario se vuelve aún más complejo cuando se consideran estudiantes recién egresados de la educación secundaria, especialmente en el contexto posterior al distanciamiento físico impuesto por la pandemia mundial de Covid-19. Esto se debe a que muchos de estos estudiantes no tuvieron la oportunidad de participar en actividades de lectura de manera presencial durante la educación secundaria. Ante esta situación, el presente artículo busca reflexionar sobre las potencialidades de la elaboración de fichas de lectura como una práctica de comprensión y reflexión sobre textos teóricos en la educación superior. Para ello, se analizan fichas de lectura elaboradas por estudiantes de distintos semestres de la carrera de Letras en una universidad del interior de Santa Catarina. Tales estudiantes, tras orientaciones sobre estrategias de lectura, específicamente sobre la elaboración de fichas de lectura, las construyeron como modo de estudio para diversas asignaturas del curso. Los análisis, basados en teorías psicolingüísticas, señalan que las fichas de lectura se constituyen como una herramienta de diálogo entre el texto y los conocimientos previos del lector, así como un espacio de reflexiones, dudas y triangulación de conocimientos que favorecen la comprensión lectora. Además, se considera que la enseñanza explícita y sistemática de esta forma de registro contribuye al aprendizaje y a la autonomía de los estudiantes en el contexto de la educación superior.
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