A subversão responsável de educadoras matemáticas ao assumirem uma prática educativo-crítica
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e107080Palavras-chave:
Prática educativo-crítica, Desenvolvimento profissional contínuo., Subversão responsávelResumo
O artigo objetiva discutir as interfaces entre o desenvolvimento profissional contínuo, a perspectiva freiriana da prática educativo-crítica e a subversão responsável de duas professoras de Matemática. O texto se baseia em duas pesquisas realizadas em escolas municipais de uma cidade do interior do estado de São Paulo, e os dados produzidos possibilitaram percepções sobre a formação e a (auto)formação de professores a partir de um espaço de Desenvolvimento Profissional Contínuo com características de reimaginação. Apresentam-se dois excertos de narrativas de duas educadoras matemáticas que atuam nos anos finais do Ensino Fundamental e assumem ações de insubordinação criativa em prol de uma aprendizagem matemática e estatística alicerçada na problematização e na criticidade. Lança-se luz sobre os diálogos estabelecidos com as ideias freirianas e o conceito de insubordinação criativa, em um movimento analítico-reflexivo, do qual se evidenciam aspectos relevantes para se pensar o processo formativo ocorrido na escola, o qual potencializou práticas educativo-críticas. Da análise das pesquisas realizadas e das narrativas das professoras, destacam-se a importância da colaboração entre os professores e o desencadeamento de um processo reflexivo sobre as ações docentes, as quais foram redimensionadas a partir da ampliação do conhecimento profissional, de forma a se efetivar uma prática docente educativo-crítica e insubordinadamente criativa.
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