Análise semiótica de orientações docente em uma atividade de modelagem matemática

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1981-1322.2026.e110368

Palavras-chave:

Formação em modelagem matemática, Consciência, Semiótica peirceana

Resumo

Neste artigo apresentamos resultados parciais de investigação inserida no escopo de um projeto de pesquisa produtividade da Fundação Araucária com o objetivo de evidenciar o modo como uma professora que participou de um design de formação em modelagem matemática toma consciência de suas orientações no desenvolvimento de uma prática com alunos da Educação Básica. O quadro teórico que subsidia a investigação é respaldado na modelagem matemática como uma alternativa pedagógica que se pauta nas orientações docente para a obtenção de uma solução para um problema que tem origem em uma temática da realidade, em que signos são produzidos e podem revelar consciência dos encaminhamentos realizados. Por meio de uma abordagem qualitativa e interpretativa, subsidiada no processo de triangulação, analisamos a tomada de consciência das orientações docente em gravações em áudio e vídeo da atividade desenvolvida com uma turma de 7º ano do Ensino Fundamental e em conversa entre pesquisadora e professora após a prática implementada. Os resultados indicaram que, de antemão, a professora realizou orientações docente, considerando as experiências dos estudantes, porém com o encaminhamento da atividade de modelagem, tomou consciência de que as orientações têm especificidades para cada temática abordada em sala, necessitando atentar-se para ações que permitam que uma abordagem matemática possa ser discutida. Trata-se de estar em atualização da mente para unir o tempo, o sentido de aprendizado e o pensamento.

Biografia do Autor

Karina Alessandra Pessoa da Silva, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Professora do Magistério Superior, Classe Associado, Nível 1, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Londrina, atuando nos cursos de Engenharia e no Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Ensino de Matemática (PPGMAT). Graduada em Matemática (Licenciatura) pela Universidade Estadual de Londrina (2000). Especialista em Educação Matemática pela UEL (2007). Mestre em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela UEL (2008). Doutora em Ensino de Ciências e Educação Matemática da Universidade Estadual de Londrina (2013). Tem experiência na área de Educação Matemática com ênfase em Ensino e Aprendizagem da Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: Modelagem Matemática, Semiótica Peirceana, Registros de Representação Semiótica e Livro Didático. Fez parte do GRUPEMMAT - Grupo de Pesquisas sobre Modelagem Matemática e Educação Matemática da UEL de 2005 a 2021. É uma das coordenadoras do Grupo de Estudos e Pesquisas em Modelagem, Investigação e Tecnologia (GEPMIT) / UTFPR, desde 2015. Trabalhou por 10 anos com preparação e elaboração de obras didáticas de Matemática e de Ciências Naturais do Ensino Fundamental. Membro da diretoria regional da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (Paraná) (2013-2019). Coordenadora do GT 10 - Modelagem Matemática - da SBEM (2019-2021).

Referências

Abbagnano, N. (2007). Dicionário de Filosofia edição revista e ampliada. São Paulo: Martins Fontes.

Almeida, L. W., Silva, K. P., & Vertuan, R. E. (2012). Modelagem Matemática na educação básica. São Paulo: Contexto.

Bassanezi, R. C. (2002). Ensino-Aprendizagem com Modelagem Matemática: uma nova estratégia. São Paulo: Contexto.

Blum, W., & Niss, M. (1991). Applied mathematical problem solving, modelling, applications, and links to other subjects - state, trends and issues in mathematics instruction. Educational Studies in Mathematics, 22(1), 37-68. Recuperado de http://www.jstor.org/stable/3482238

Borromeo Ferri, R. (2018). Learning How to Teach Mathematical Modeling in School and Teacher Education. New York: Springer International Publishing.

BURAK, D. (1992) Modelagem Matemática: ações e interações no processo de ensino-aprendizagem (Tese de Doutorado). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.

Dalto, J. O., Silva, K. A. P., & Borssoi, A. H. (2025). Dimensions of the pedagogical content knowledge in a first mathematical modelling practice: the case of Lucy. In: T. Ikeda, A. Saeki, V. Geiger, & G. Kaiser. (Org.), International Horizons in Mathematics Modelling Education (pp. 201-210). Switzerland: Springer Nature Switzerland.

Ferreira, D. H. L. (2016). Criatividade, tecnologia e modelagem matemática na sala de aula. REVEMAT: Revista Eletrônica de Matemática, 11(2), 142-155. doi: https://doi.org/10.5007/1981-1322.2016v11n2p142

Lima, J. R., & Burak, D. (2024). Práticas com modelagem na Educação Matemática: algumas considerações sobre a importância do trabalho em grupo. REVEMAT: Revista Eletrônica de Matemática, 19, 1-20. doi: https://doi.org/10.5007/1981-1322.2024.e98404

Niss, M., & Blum, W. (2020). The learning and teaching of mathematical modelling. London, New York: Routledge.

Oliveira, W. P., & Kato, L. A. (2022). Modelagem matemática no estágio pedagógico. REVEMAT: Revista Eletrônica de Matemática, Dossiê Temático: Pesquisas em Formação de Professores que Ensinam Matemática, 1-24. doi: https://doi.org/10.5007/1981-1322.2022.e82491

Peirce, C. S. (1989). Escritos coligidos. São Paulo: Nova Cultural.

Peirce, C. S. (1972). Semiótica e filosofia: textos escolhidos. São Paulo: Cultrix.

Peirce, C. S. (2005). Semiótica. São Paulo: Perspectiva.

Pessoa, T. C. (2024). Conhecimentos matemáticos mobilizados por recursos semióticos em atividades de modelagem matemática integradas à Educação STEAM (Dissertação de Mestrado). Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Londrina, Brasil.

Santaella, L. (2005). Matrizes da linguagem e pensamento: sonora visual verbal: aplicações na hipermídia. São Paulo: Iluminuras: FAPESP.

Santaella, L. (2016). Mente e/ou consciência em C. S. Peirce. Cognitio: Revista De Filosofia, 17(1), 119–130. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/cognitiofilosofia/article/view/30223

Tuzzo, S., & Braga, C. (2016). O processo de triangulação da pesquisa qualitativa: o metafenômeno como gênese. Revista Pesquisa Qualitativa, v. 4(5), 140-158. Recuperado de https://editora.sepq.org.br/rpq/article/view/38

Downloads

Publicado

2026-10-21

Edição

Seção

Artigos