Uma Tradução Anotada de Antony and Cleopatra: Propósitos e Procedimentos

José Roberto O’Shea

Resumo


A PARTIR DO INÍCIO DESTE SÉCULO, estudiosos de Shakespeare passaram a demonstrar interesse pela recepção da obra do poeta e dramaturgo inglês "no exterior". Como seria de se esperar, o estudo da recepção da obra shakespeariana tem passado pelo estudo de sua tradução. No caso da dramaturgia, a partir da década de 1960, com o desenvolvimento dos estudos literários e dramáticos e, ainda, dos estudos da tradução, as traduções têm sido estudadas sob diversos métodos analíticos, a partir de diversas abordagens — textual, contextual, dramática, cultural, etc. —, servindo, freqüentemente, como suporte para validação desta ou daquela teoria. Contudo, apesar do muito que tem sido dito e escrito a respeito de Shakespeare em tradução, a importância que traduções de sua obra poética e dramática têm exercido na disseminação mundial de sua arte e mesmo no estabelecimento de sua posição central no cânone ocidental não têm recebido a devida ênfase. Na verdade, precisamos nos lembrar deque Shakespeare escreveu em um idioma, que, na Renascença, estava longe de ser hegemônico e que, portanto, precisaria ser traduzido.

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x



Cadernos de Tradução, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 2175-7968.