Participação cidadã na avaliação digital de banheiros públicos: o caso Banheiro Bacana
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-8077.2025.e103265Palavras-chave:
Participação cidadã, Avaliação de políticas públicas, Gestão de serviços públicos, Banheiros públicos, Cidades inteligentesResumo
Contexto: Este artigo apresenta os principais resultados obtidos no projeto Banheiro Bacana, realizado na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O projeto visa facilitar a participação cidadã para informar problemas e avaliar os banheiros públicos das unidades onde foi implementado, por meio de smartphones e sem a necessidade de instalação de aplicativos. Esse projeto ajuda a desburocratizar o processo de comunicação entre o cidadão e a pessoa (ou setor) responsável pela manutenção dos banheiros, trazendo potenciais efeitos para a eficiência no serviço público ao utilizar técnicas e soluções coproduzidas na própria universidade.
Objetivo: O objetivo deste artigo é descrever os resultados do projeto e a sua sinergia entre tecnologia, cidadão e instituição na gestão de uma universidade pública, oferecendo reflexões para o desenvolvimento de soluções similares para outros serviços públicos, sejam em universidades ou outros órgãos.
Metodologia: Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva com abordagem quali-quantitativa. A coleta de dados foi feita por meio de questionários online acessíveis por QR Code, onde os usuários puderam avaliar a qualidade e identificar os principais problemas dos banheiros das unidades onde o projeto já foi implementado.
Resultados: Os resultados apontam que a participação cidadã, aliada às novas tecnologias, contribui para mitigar problemas reais enfrentados no cotidiano.
Referências
Antonialli, D. M., & KIRA, B. (2020). Planejamento urbano do futuro, dados do presente: a proteção da privacidade no contexto das cidades inteligentes. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, 22, 1-25. DOI: https://doi.org/10.22296/2317-1529.RBEUR.202003
Barletta, C. B., De Rolt, C. R., & Schardosin, F. Z. (2019). Participact: gamificação como mecanismo de incentivo ao uso de aplicativos. [Apresentação de trabalho]. Anais XXIXº Seminário de Iniciação Científica (pp. 1-2). Universidade do Estado de Santa Catarina. https://www.udesc.br/arquivos/udesc/id_cpmenu/10577/22_15704540209384_10577.pdf
Bastos, G. L., Silva, M. S., & Ribeiro, N. M. (2023). A Política de Inovação do Instituto Federal da Bahia (IFBA) sob a Perspectiva do Ciclo de Políticas Públicas. Cadernos De Prospecção, 16(5), 1393-1409. https://doi.org/10.9771/cp.v16i5.53247
Cantuária, E. S R. (2023). A gestão pública participativa e o impacto dos projetos de cidadania como uma das soluções para a crise do judiciário brasileiro. [Tese de doutoramento, Universidade de Lisboa, Faculdade de Direito]. https://repositorio.ul.pt/handle/10451/61318
Clark, B. Y., Brudney, J. L., & Jang, S. G. (2013). Coproduction of government services and the new information technology: Investigating the distributional biases. Public Administration Review, 73(5), 687-701. https://doi.org/10.1111/puar.12092
Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Senado Federal. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm
Costa, A. T. (2022). Cidades inteligentes: o uso de tecnologia da informação e comunicação para a participação cidadã na gestão urbana. [Dissertação de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Viçosa]. Viçosa. Disponível em: https://locus.ufv.br/items/8c88415e-eed1-492d-95b3-dbc535997592
Costa, V. V., Pinheiro, D. M., & Cancellier, E. L. P. L. (2023). Rompendo as barreiras à participação cidadã: o caso da CGE-GO. Cad. EBAPE.BR, 21(5), 1-16. DOI: https://doi.org/10.1590/1679-395120220257
Crumpton, C. D., Medeiros, J. J., Ferreira, V. R. S., Sousa, M. M., & Najberg, E. (2016). Avaliação de políticas públicas no Brasil e nos Estados Unidos: análise da pesquisa nos últimos 10 anos. Revista de Administração Pública, 6(50), 981-1001. http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/
Decreto nº 12.069, de 21 de junho de 2024. (2024, 21 de junho). Dispõe sobre a Estratégia Nacional de Governo Digital e a Rede Nacional de Governo Digital – Rede Gov.br e institui a Estratégia Nacional de Governo Digital para o período de 2024 a 2027. https://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2023-2026/2024/Decreto/D12069.htm#:~:text=DECRETO%20N%C2%BA%2012.069%2C%20DE%2021,per%C3%ADodo%20de%202024%20a%202027
Ferreira, A. C. L. D., & Coelho, T. R. (2023) Fatores que oportunizam o engajamento na e-participação em uma cidade inteligente. Escola Nacional de Administração Pública https://repositorio.enap.gov.br/handle/1/7827
Figlioli, N. P. (2021). A participação social na transformação digital dos serviços públicos: potenciais e limites para a cidadania. UFRJ. https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/16587/1/NPFiglioli.pdf
Guimarães, P. B. V., & Araújo, D. S. (2018). O direito à cidade no contexto das smarts cities: o uso das TIC’s na promoção do planejamento urbano inclusivo no Brasil. Revista de Direito da Cidade, 10(3), 1788-1812. https://doi.org/10.12957/rdc.2018.33226
Hardin, G. (1968). The tragedy of the commons. Science, 162, 1243-1248.
Independente Evaluation Office. (2019). PNUD. UNDP. http://www.undp.org/evaluation
Ju, J., Liu, L., & Feng, Y. (2018). Citizen-centered big data analysis-driven governance intelligence framework for smart cities. Telecommunications Policy, 42(10) 881-896. https://doi.org/10.1016/j.telpol.2018.01.003
Lacombe, F. J. M., & Heilborn, G. L. J. (2003). Administração: princípios e tendências. Saraiva.
Lasswell, H. D. (1951). The policy orientation. In: Lerner, D. & Harold. D. L. The policy sciences: recent developments in scope and method (pp. p. 3-15). Stanford University Press.
Lebrument, N., Zumbo-Lebrument, C., Rochette, C., & Roulet, T J. (2021).Triggering participation in smart cities: Political efficacy, public administration satisfaction and sense of belonging as drivers of citizens’ intention. Technological Forecasting and Social Change, 171, 120938.
Miranda, F. S. (2017). Curitiba-Viewport: contribuição ao desenvolvimento de uma plataforma computacional para cidades virtuais. [Dissertação de Mestrado em Engenharia Elétrica e Informática Industrial, Universidade Tecnológica Federal do Paraná]. Curitiba. https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/2891
Moura, G. S. (2021). Cidades inteligentes: alternativas para a melhoria da segurança pública em Porto Alegre. [Especialização em Administração Pública no Século 21, Universidade Federal do Rio Grande do Sul]. Porto Alegre. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/248519
Nagel, S. (Org.). (2002). Handbook of pulic policy evaluation, Thousand Oaks. Sage Publications.
Oliveira, D. J. S., & Ckagnazaroff, I. B. (2023). A participação cidadã como um dos princípios de Governo Aberto. Cadernos Gestão Pública e Cidadania, 28, 1-20. DOI: https://doi.org/10.12660/cgpc.v28.84867
Olson, M. (1971) The logic of collective action: public goods and the theory of groups (2nd ed). Harvard University Press.
Osborne, D., & Gaebler, T. (1992). Reinventing government: How the entrepreneurial spirit is transforming the public sector. Addison-Wesley.
Ribeiro, T. T. (2016). Redes de Políticas Públicas, Participação Social, Gestão Social do Conhecimento e coparticipação cidadã: uma análise conceitual comparativa. [Especialização em Gestão da Informação e Pessoas, a Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais]. Belo Horizonte. https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/43569
Rizzon, F., Bertelli, J., Matte, J., Graebi, R. R., & Macke, J. (2017). Smart City: um conceito em construção. São Paulo. Revista Metropolitana de Sustentabilidade, 7(3), 123-142, https://revistaseletronicas.fmu.br/index.php/rms/article/view/1378/pdf
Santiago, L. V. R. (2018). Governo Eletrônico no bolso: um estudo de caso sobre o aplicativo para smartphones Infoleg. [Graduação em Administração, Universidade de Brasília]. Brasília, DF. https://bdm.unb.br/handle/10483/20702
Secchi, L. (2013). Políticas públicas: conceitos, esquemas de análise, casos práticos (2a ed. Cengage Learning.
Secchi, L. (2016). Análise de políticas públicas: diagnóstico de problemas, recomendação de soluções. Cengage Learning.
Secchi, L., Coelho, F. S., Pires, V. (2019). Políticas públicas: conceitos, casos práticos, questões de concursos (3a ed). Cengage Learning.
Silva, S. S. (2023). Percepção de gestores e cidadãos sobre as cidades inteligentes: um estudo de caso em um município brasileiro de pequeno porte. [Dissertação de Mestrado em Administração Pública Universidade Federal de Santa Maria]. Rio Grande do Sul. https://repositorio.ufsm.br/handle/1/31152
Souza Martins, M., Gammarano, I., Beleza Soares, C., & Margalho Coutinho, M. (2024). Integração estratégica entre modelos de governança baseados em ESG e tecnologias de cidades inteligentes: uma matriz conceitual para fomentar a participação cidadã e avançar a agenda de sustentabilidade ambiental. P2P e Inovação, 10(2), 1-26. DOI: 10.21728/p2p.2024v10n2e-6865
Souza, R. O. (2015). Participação no processo orçamentário (PPA, LDO, LOA) por meio de aplicativos móveis: uma proposta para o Governo do Estado de São Paulo. [ Mestrado em Gestão e Políticas Públicas, Fundação Getulio Vargas]. São Paulo. https://pesquisa-eaesp.fgv.br/sites/gvpesquisa.fgv.br/files/ronnye_oliveira_souza.pdf
Tomor, Z. (2020). Citizens in the Smart City: What Is Actually Happening? An In-Depth Case Study: From Utrecht, the Netherlands. Utrecht University, Utrecht, Netherlands. International Journal of Public Administration in the Digital Age. 7(1), https://dspace.library.uu.nl/bitstream/handle/1874/432720/Citizens-in-the-Smart-City_-What-Is-Actually-Happening_-An-In-Depth-Case-Study-From-Utrecht-the-Netherlands.pdf?sequence=1&isAllowed=y
Tripp, D. (2005). Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, 31(3), 443-466 https://www.scielo.br/j/ep/a/3DkbXnqBQqyq5bV4TCL9NSH#
U, Wei-Ning. (2024). Influence of citizen relationship management system on citizen participation in Taiwan: a participatory politics perspective. Cities, 154. https://doi.org/10.1016/j.cities.2024.105396
UNDP Evaluation Guidelines. (2021). IEO. http://web.undp.org/evaluation/guideline/documents/PDF/UNDP_Evaluation_Guidelines.pdf
Universidade do Estado de Santa Catarina. Banheiro Bacana. UDESC https://www.udesc.br/banheirobacana/unidade/bu
Uskov, V. L., Bakken, J. P., Howlett, R. J., & Jain, L. C. (2017). Smart Universities: conscepts, systems, and technologies. Springer. doi: 10.1007/978-3-319-59454-5_1
Vedung, E. (2010). Four Waves of Evaluation Diffusion. Sage Journals, 3, 263-277.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Marcelo Gomes Cardoso

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O autor deve garantir:
- que haja um consenso completo de todos os coautores em aprovar a versão final do documento e sua submissão para publicação.
- que seu trabalho é original, e se o trabalho e/ou palavras de outras pessoas foram utilizados, estas foram devidamente reconhecidas.
Plágio em todas as suas formas constituem um comportamento antiético de publicação e é inaceitável. RCA reserva-se o direito de usar software ou quaisquer outros métodos de detecção de plágio.
Todas as submissões recebidas para avaliação na revista RCA passam por identificação de plágio e autoplágio. Plágios identificados em manuscritos durante o processo de avaliação acarretarão no arquivamento da submissão. No caso de identificação de plágio em um manuscrito publicado na revista, o Editor Chefe conduzirá uma investigação preliminar e, caso necessário, fará a retratação.
Os autores cedem à RCA os direitos exclusivos de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons (CC BY) 4.0 Internacional.

Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada neste periódico (ex.: publicar em repositório institucional, em site pessoal, publicar uma tradução, ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial neste periódico.
Esta licença permite que qualquer usuário tenha direito de:
Compartilhar – copiar, baixar, imprimir ou redistribuir o material em qualquer suporte ou formato.
Adaptar – remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
De acordo com os seguintes termos:
Atribuição – Você deve dar o crédito apropriado (citar e referenciar), prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de maneira alguma que sugira ao licenciante apoiar você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais – Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.