Compreensões de número no encontro nacional de educação matemática: um enfoque fenomenológico

un enfoque fenomenológico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1982-5153.2026.e108448

Palavras-chave:

número, educação matemática, fenomenologia, vivências

Resumo

O número tem sido abordado ao longo do tempo sob diferentes enfoques, como da história da matemática e de sua filosofia, as quais apresentam diferentes compreensões. Guiados pela interrogação: Que ideias nucleares de número emergem de textos publicados no Encontro Nacional de Educação Matemática? e ao assumir uma abordagem qualitativa, com enfoque fenomenológico, buscamos investigar o número e como ele se mostra no contexto da Educação Matemática Brasileira. A produção, análise e interpretação dos dados se dará por meio dos aspectos manifestados nas produções publicadas nos anais do Encontro. Os resultados nos permitem empreender uma discussão concernente ao número e como ele se mostra no âmbito da Educação Matemática Brasileira, estabelecendo novos horizontes de compreensão, que busca compreender o número no contexto da realidade do mundo. Assim, inaugura-se uma região de inquérito no contexto da Educação Matemática que visa as vivências dos estudantes concernentes à compreensão e constituição do número.

Biografia do Autor

Thalia Falquievicz Corassa, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Graduada em Licenciatura em Matemática pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Cascavel. Especializada na área de Educação, em Metodologia do Ensino da Matemática. Atualmente é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Educação Matemática (PPGECEM) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Cascavel. Pesquisa na área da Educação Matemática, principalmente nos temas relacionados à compreensão de número, Filosofia da Educação Matemática e Fenomenologia. Participa do Grupo de Pesquisa Investigação Fenomenológica na Educação Matemática. Atua na Equipe Técnica (Fluxo e Revisão) da Revista Brasileira de Educação em Ciências e Educação Matemática.

Tiago Emanuel Klüber, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Doutor em Educação Científica e Tecnológica (2012) pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em cotutela com a Universidade Estadual Julio de Mesquita Filho, Unesp, Rio Claro. Pesquisa nas áreas de Educação e Ensino, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: Modelagem Matemática, Formação de Professores, Epistemologia e Filosofia da Educação Matemática. Docente do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas, CCET, da Unioeste, Campus Cascavel. Foi coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Educação Matemática da Unioeste (PPGECEM), nível de mestrado e doutorado, CAPES, conceito 4, (2017-2021), campus Cascavel e também suplente da coordenação (2021 até o presente), no qual atualmente é docente permanente, orientando pesquisas em nível de mestrado e doutorado. Foi vice-coordenador do GT-10 Modelagem Matemática (2012-2015 e 2015-2018), da Sociedade Brasileira de Educação Matemática, SBEM. Atualmente é Presidente da Sociedade de Estudos e Pesquisa Qualitativos, SEPQ (2023-2027) e Editor Chefe da Revista Pesquisa Qualitativa, RPQ. É consultor e avaliador de importantes periódicos da área de Educação Matemática. Bolsista Produtividade CNPq nível C (2025-2028).

Referências

Abbagnano, N. (2007).Dicionário de filosofia. (5a ed., I. C. Benedetti Trad.). Martins Fontes.

Ales Bello, A. (2017). Introdução à Fenomenologia. (J. T. Garcia & M. Mahfoud Trad.). Spes Editora.

Anastacio, M. Q. A. (2009). Números e sua origem: uma abordagem fenomenológica. In V. S. Kluth, & M. Q. A. Anastacio (Orgs.).Filosofia da Educação Matemática: debates e confluências (pp. 41-52). Centauro.

Barreto, M. F. T.,& Anastacio, M. Q. A. A. (2010). A compreensão de números apresentada por crianças: multiplicação. In M. A. V. Bicudo (Org.).Filosofia da Educação Matemática: fenomenologia, concepções, possibilidades didático-pedagógicas (pp. 101-127). Editora Unesp.

Barreto, M. F. T.,& Kluth, V. S. (2013). O número: compreensões no mundo-vida. In M. F. T. Barreto, & C. C. Silva (Orgs.).Fenomenologia: Escola e conhecimento (pp. 125-144). Cânone Editorial.

Becker, F. (2013). Sujeito do conhecimento e ensino de matemática. Schème: Revista Eletrônica de Psicologia e Epistemologia Genéticas, 5, 65-86. https://doi.org/10.36311/1984-1655.2013.v5n0.p65-86

Bicudo, M. A. V. (Org.). (2010). Filosofia da educação matemática: fenomenologia, concepções, possibilidades didático-pedagógicas. Editora Unesp.

Bicudo, M. A. V. (Org.). (2011). Pesquisa qualitativa segundo a visão fenomenológica. Cortez.

Bicudo, M. A. V. (2014). Meta-análise: seu significado para a pesquisa qualitativa. Revista Eletrônica de Educação Matemática, 9, 7-20. https://doi.org/10.5007/1981-1322.2014v9nespp7

Bicudo, M. A. V. (2020). The origin of number and the origin of geometry: issues raised and conceptions assumed by Edmund Husserl.Qualitative Research Journal, 8(18), 387-418. https://doi.org/10.33361/RPQ.2020.v.8.n.18.337

Bicudo, M. A. V.,& Klüber, T. E. (2013). A questão da pesquisa sob a perspectiva da atitude fenomenológica de investigação. Conjectura: filosofia e educação, 18(3), 24-40. https://sou.ucs.br/etc/revistas/index.php/conjectura/article/view/1949

Botelho, L. R.,& Moraes, J. C. P. (2021). O conceito de número na educação matemática: uma incursão em pesquisas com crianças. Revista Eletrônica da Matemática, 7(2), 1-15. https://doi.org/10.35819/remat2021v7i2id4909

Brasil. Ministério da Educação. (1998). Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília, DF. https://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/matematica.pdf

Brasil.Ministério da Educação.(2018). Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF. https://basenacionalcomum.mec.gov.br/

Cunha, L. A.; Sander, G. P. & Pirola, N. A. (2022). Cálculo mental na perspectiva do sentido de número: um olhar para os anos iniciais do ensino fundamental de uma escola do interior de São Paulo. In Anais do 14º Encontro Nacional de Educação Matemática (pp. 3482-3491). Sociedade Brasileira de Educação Matemática, Edição Virtual.

Euclides (2009). Os elementos. (I. Bicudo Trad.). Editora Unesp.

Eves, H. (2011). Introdução à história da matemática. (5a ed., H. H. Domingues Trad.). Editora Unicamp.

Klüber, T. E. (2007). Modelagem matemática e etnomatemática no contexto da educação matemática: aspectos filosóficos e epistemológicos.[Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Ponta Grossa]. Biblioteca Digital de Teses eDissertações da UEPG. http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/1204

Klüber, T. E. (2023). Fenomenologia das vivências de uma criança ao resolver um problema geométrico de cálculo de área. In M. A. V.Bicudo&J. M. L. Pinheiro (Orgs.),Corpo-vivente e a constituição de conhecimento matemático (pp. 165-184). Livraria da Física.

Klüber, T. E. (Org.). (2025). Pesquisa qualitativa fenomenológica ao estar-com-o-Atlas.ti. Editora Fi. http://dx.doi.org/10.22350/9786552721136

Machado, N. J. (2005). Matemática e realidade: análise dos pressupostos filosóficos que fundamentam o ensino da matemática. (6a ed.). Cortez.

Maia, M. G. B.,& Fiorentini, D. (2022). Sentido de número: o que diz a literatura e a base nacional comum curricular. In Anais do 14º Encontro Nacional de Educação Matemática (pp. 487-496). Sociedade Brasileira de Educação Matemática, Edição Virtual.

Miarka, R.,& Baier, T. (2010). Conhecimento numérico: um passeio por diferentes concepções culturais. In M. A. V. Bicudo (Org.).Filosofia da Educação Matemática: fenomenologia, concepções, possibilidades didático-pedagógicas (pp. 89-100). Editora Unesp.

Paulo, R. M.,Amaral, C. L. C.,& Santiago, R. A. (2010). A pesquisa na perspectiva fenomenológica: explicitando uma possibilidade de compreensão do ser-professor de matemática. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 10(3), 71-86. https://periodicos.ufmg.br/index.php/rbpec/article/view/4088

Reale, G.,& Antiseri, D. (1990). História da Filosofia: Antiguidade e Idade Média. (Vol. 1). Paulus Editora.

Santos, J. C. A. P. (2016). A ideia de número no ciclo de alfabetização matemática: o olhar do professor.[Dissertação deMestrado, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Rio Claro]. Biblioteca Digital de Teses eDissertações da Unesp. http://repositorio.unesp.br/handle/11449/137822

Serrazina, M. L. (2012). O sentido do número no 1.º ciclo: uma leitura de investigação. Boletim Gepem, (61), 15-28. https://doi.org/10.69906/Gepem.2176-2988.2012.253

Serrazina, M. L.,& Rodrigues, M. (2018). Formação de professores e desenvolvimento do sentido do número. In R. F. Carneiro,A. C. Souza, & L. F. Bertini (Orgs.), A Matemática nos anos iniciais do ensino fundamental: práticas de sala de aula e de formação de professores (pp. 137-161). Sociedade Brasileira de Educação Matemática. https://www.sbembrasil.org.br/files/ebook_matematica_iniciais.pdf

Snapper, E. (1984). As três crises da matemática: o logicismo, o intuicionismo e o formalismo. Humanidades, 2(8), 85-93.

Sokolowski, R. (2004). Introdução à Fenomenologia. (A. O. Moraes Trad.). Edições Loyola.

Spinillo, A. G. (2014). Usos e funções do número em situações do cotidiano. In Brasil, Ministério da Educação. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: Quantificação, Registros e Agrupamentos (Vol. 2. pp. 20-29). Secretaria de Educação Básica. https://wp.ufpel.edu.br/obeducpacto/files/2019/08/Unidade-2-4.pdf

Stein, E. (2004).Aproximações sobre hermenêutica.(2a ed.). Edipucrs.

Tracanella, A. T.,& Bonanno, A. L. (2016). A construção do conceito de número e suas implicações na aprendizagem das operações matemáticas. In Anais do 12º Encontro Nacional de Educação Matemática (pp. 1-12). Sociedade Brasileira de Educação Matemática, São Paulo.

Downloads

Publicado

2026-05-25

Edição

Seção

Artigos