Histórias de ciências para crianças: uma análise de livros infantis em uma perspectiva de narrativas invisibilizadas

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/1982-5153.2026.e94407

Palabras clave:

Divulgação científica, Literatura, Relações Étnico-Raciais, Gênero, representações

Resumen

O presente artigo examina a literatura infantil com temas científicos e seu impacto na formação da identidade científica das crianças. O estudo analisa sete livros infantis brasileiros através da análise de conteúdo, avaliando conteúdo científico e representações sociais, com foco em gênero, raça e estereótipos de classe. Nessa análise, é destacada a importância da linguagem na comunicação e a literatura como ferramenta para moldar representações sociais e evocar emoções. Os resultados indicam uma representação da ciência na maioria das histórias alinhada com as referências contemporâneas de divulgação científica. Porém, embora haja progresso na representação de personagens diversos, estereótipos ainda persistem e devem ser combatidos para criar narrativas inclusivas e empoderadoras.

Biografía del autor/a

Carolina Gigliotti

Carolina Gigliotti é arte-educadora e artista multimídia, com formação em física e divulgação científica. Por meio da personagem Carol Passarinha, desenvolve uma série de projetos lúdicos voltados para o público infantil. Trabalhou na Fiocruz durante cerca de quatro anos em projetos de arte e ciência, tendo sido coordenadora de comunicação e produtora da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na instituição, além de roteirista e editora de vídeos para redes sociais do Museu da Vida Fiocruz. Foi colaboradora da revista Ciência Hoje das Crianças com uma série de artigos sobre ciência no cotidiano, com destaque para a ciência do movimento - tópico que virou performance sobre a física da perna de pau, selecionada para a final da competição de comunicação científica FameLab Brasil, televisionada pela TV Cultura. É coidealizadora e ministra o projeto Cortejinho - oficina carnavalesca de educação musical, performática e antirracista para crianças. Participa de coletivos do Carnaval de rua do Rio de Janeiro há seis anos como surdista, perna-de-pau, brincante, comunicadora, palhaça, produtora e diretora artística; destaca a banda Fanfarrinha, a Orquestra Circônica, o bloco Mini Seres do Mar e o bloco Bésame Mucho.

Diego Vaz Bevilaqua, Fiocruz

Diego Vaz Bevilaqua é vice-diretor de Patrimônio Cultural e Divulgação Científica da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus (ICOM-Brasil) e vice-presidente do Comitê Internacional para Museus e Coleções de Ciência e Tecnologia (CIMUSET/ICOM). É Doutor em física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-doutor pela Harvard University. É pesquisador e docente do Programa de Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz e da Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência. Participa da diretoria da revista de divulgação científica Ciência Hoje e Ciência Hoje das Crianças e faz parte da diretoria do Instituto Ciência Hoje. Foi chefe do Museu da Vida e no passado fez parte das diretorias da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência e da Rede de Popularização da Ciência da América Latina e Caribe

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Publicado

2026-05-26

Número

Sección

Artigos