Entre as atividades promovidas e o consumo produtivo: análise das práticas dos jovens atletas de elite nos jogos olímpicos da juventude

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8042.2020e71855

Palavras-chave:

Jogos olímpicos da juventude, Jovens atletas de elite, Teoria do cotidiano

Resumo

O objetivo deste estudo foi analisar as práticas dos jovens atletas de elite nos Jogos Olímpicos da Juventude diante das atividades culturais e educacionais a partir da observação direta e dos registros iconográficos atinentes à edição de Buenos Aires, cuja análise apoiou-se na teoria do cotidiano. Constata-se que a Vila Olímpica da Juventude é um ambiente deveras intercultural, cujo cotidiano é capaz de ensejar uma pluralidade de práticas tanto no plano estratégico, a partir da sua organização estrutural e da sua programação de atividades culturais e educacionais, quanto no plano tático, a partir dos usos e apropriações diferenciados dos jovens atletas, mobilizando táticas de desvio ou resistência e táticas de bricolagem. Conclui-se que os jovens atletas produziram sentidos que transcendiam as questões culturais e educacionais, associando-se, sobretudo, ao seu crescimento profissional enquanto atleta de elite.

Biografia do Autor

Adriano Lopes Souza, Universidade Federal do Tocantins - UFT

Mestre em Educação Física
Universidade Federal do Tocantins - UFT
Tocantinópolis,Tocantins, Brasil

Otávio Tavares, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Doutor em Educação Física
Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
Departamento de Ginástica
Vitória, Espírito Santo, Brasil
tavaresotavio@yahoo.com.br

Referências

BAUER, Martin; GASKELL, George. Pesquisa Qualitativa com texto, imagem e som. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2002.

CAMPOS, Rafaela Cristina; CAPPELLE, Mônica Carvalho Alves.; MACIEL, Luís Henrique Rezende. Carreira Esportiva: O Esporte de Alto Rendimento como Trabalho, Profissão e Carreira. Revista Brasileira de Orientação Profissional, vol.18, p. 31-41, 2017.

CARDOSO, Ciro Flamarion; MAUAD, Ana Maria. História e Imagem: os exemplos da fotografia e do cinema. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. (Orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997, p.401-417.

CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: as artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1994.

CHAUVIN, Sébastien; JOUNIN, Nicolas. A Observação direta. In: PAUGAM, Serge. (Coord.). A pesquisa sociológica. Petrópolis: Vozes, 2015. p. 124-140.

COI. A "GO" for Youth Olympic Games. Press Release. Lausanne: COI, 2007. Disponível em: < http://www.olympic.org/news?articleid=54895>. Acesso em: 22 dez. 2019.

COI. Youth Olympic Games. Lausanne: COI, 2009. Disponível em: <https://www.olympic.org/news/what-is-yog>. Acesso em: 15 abr. 2019.

DaCOSTA, Lamartine Pereira. Educação Olímpica como metalinguagem axiológica: revisões pedagógicas e filosóficas de experiências internacionais e brasileiras. In: REPPOLD, Alberto et al. (Orgs.). Olimpismo e Educação Olímpica no Brasil. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2009, p. 17-28.

HALL, S. Identidade cultural na pós-modernidade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

KRISTIANSEN, Elsa. Competing for culture: Young Olympians´ narratives from the first winter Youth Olympic Games. International Journal of Sport and Exercise Psychology, vol. 13, p. 29-42, 2013.

KRIEGER, Jörg; KRISTIANSEN, Elsa. Ideology or reality? The awareness of Educational aims and activities amongst German and Norwegian participants of the first summer and winter Youth Olympic Games. Sport in Society, vol. 19, p. 1503-1517, 2016.

MELLO, André et al. Educação física e esporte: reflexões e ações contemporâneas. Movimento, Porto Alegre, v. 17, n. 2, 2011, p. 175-193.

PARENT, Milena; KRISTIANSEN, Elsa; MACINTOSH, Eric. W. Athletes' experiences at the Youth Olympic Games: Perceptions, stressors and discourse paradox. Event Management, 18: 303–324, 2014.

PETERS, Mike; SCHNITZER, Martin. Athletes’ Expectations, Experiences, and Legacies of the Winter Youth Olympic Games Innsbruck 2012. Journal of Convention & Event Tourism, 16:2, 116-144, 2015.

SANTOS, Santa Marli Pires. O lúdico na formação do Educador. 6ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.

SCHNITZER, Martin et al. Perception of the Culture and Education Programme of the Youth Olympic Games by the Participating Athletes: A Case Study for Innsbruck 2012. International Journal of History of Sport, 2014.

SILVA, Obdália Santana Ferraz. Os ditos e os não ditos do discurso: Movimentos de sentido por entre implícitos da linguagem. Revista Faced, Salvador, n. 14, p.39-53, 2008.

TAVARES, Otávio. Educação Olímpica para o Rio de Janeiro 2016: princípios, temas, estratégias, meios e elementos. In: REPPOLD, Alberto et al. (Orgs.). Olimpismo e educação olímpica no Brasil. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009, p. 191-200.

TAVARES, Otávio. Valores Olímpicos no século XXI. In: RUBIO, Kátia. et al. Ética e compromisso social nos estudos olímpicos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007, p. 181- 202.

TURINI, Márcio et al. Jogos Olímpicos da Juventude: um novo megaevento esportivo de sentido educacional focado em valores. In: RODRIGUES, Rejane Penna et al. (Orgs.) Legados de Megaeventos Esportivos. Brasília: Ministério dos Esportes, 2008, p. 377-382.

VALLE, Márcia Pilla. Atletas de alto rendimento: identidades em construção. 2003. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social e da Personalidade) – Programa de Pós-graduação em psicologia Social e da Personalidade, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003.

VELHO, Gilberto; KUSCHNIR, Karina. (org.). Mediação, Cultura e Política, Rio de Janeiro: Aeroplano, 2001.

VIANNA, Heraldo Marelim. Pesquisa em Educação: a observação. Liber Livro Editora Ltda. Brasília, DF, 2003.

Downloads

Publicado

2020-07-24

Edição

Seção

Artigos Originais