Negacionismo endógeno no jogo acadêmico da Educação Física

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8042.2022.e89856

Palavras-chave:

Epistemologia, Domínios científicos, Desonestidade científica, Programas de formação de editores científicos, Educação física e treinamento

Resumo

Neste ensaio, desenvolvo o conceito de negacionismo endógeno, um tipo específico de negacionismo científico cultivado dentro do campo acadêmico, que busca deslegitimar pesquisas qualitativas das Humanidades. O texto tem três seções. Na primeira, trato das características do negacionismo vulgar a partir de breve retrospectiva histórica, e destaco as táticas de supressão de termos científicos em prol do controle da narrativa política. Na segunda, discuto casos de fraude acadêmica praticadas contra revistas das Ciências Sociais e Humanas como estratégia intencional de desacreditação da área, e analiso a abjeção ao termo “práticas corporais” como um rastro do negacionismo endógeno no léxico da Educação Física. Na terceira, reflito sobre a relevância da formação editorial em programas de pós-graduação no combate a preconceitos entre áreas do conhecimento. Em conclusão, defendo a desconstrução da retórica da ignorância, mola propulsora de negacionismos de toda ordem, como forma de preservação da pluralidade epistêmica na Educação Física.

Biografia do Autor

Alex Branco Fraga, UFRGS

Doutor em Educação Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Departamento de Educação Física, Fisioterapia e Dança, Porto Alegre, Brasil. Universtiy of Toronto, Faculty of Kinesiology & Physical Education, Toronto, Canada.

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2022-07-01

Edição

Seção

Seção Temática