Dinâmica associativa no século XIX: socorro mútuo e solidariedade entre livres e libertos no Rio de Janeiro Imperial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-9222.2010v2n4p126

Palavras-chave:

Cultura Associativa, Brasil Imperial, Mutualismo, Classes trabalhadoras

Resumo

Através da análise dos processos de criação e de legalização de associações de socorros mútuos erigidas na cidade do Rio de Janeiro entre 1860 e 1889, o artigo investiga as mutuais que agregavam ex-escravos, negros, artesãos e operários especializados. Procura-se entender os significados da prática do auxílio mútuo e os elementos que orientam a formação de identidades sociais dos grupos supracitados.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ACIOLY, Osvaldo Batista. Mutualismo e Trabalhadores em Maceió (1869-1920). XXV Simpósio Nacional de História. João Pessoa/PB, 2009.

BATALHA, Claudio H. M. Os desafios atuais da história do trabalho. Anos 90. Porto Alegre, v. 13, n. 23-24, p. 87-104, jan./dez., 2006.

BATALHA, Claudio H. M. Identidade da classe operária no Brasil (1880-1920): Atipicidade ou legitimidade? Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 12, n. 23/24, set. 1991/ago. 1992.

BIONDI, Luigi. Entre associações étnicas e de classe. Os processos de organização política e sindical dos trabalhadores italianos na cidade de São Paulo (1890-1920). Tese (Doutorado em História Social). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2002.

CASTELLUCCI, Aldrin. Centro Operário da Bahia: mutualismo e jogo oligárquico. XXI Simpósio Nacional de História. Niterói, 2001.

CASTRO, Hebe Maria Mattos de. Das cores do silêncio: os significados da liberdade no Sudeste escravista – Brasil, século XIX. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.

CHALHOUB, Sidney. Solidariedade e liberdade: sociedades beneficentes de negros e negras no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX. In: CUNHA, Olívia Maria Gomes da e GOMES, Flávio dos Santos. (orgs.). Quase-cidadão: histórias e antropologias da pós-emancipação no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007.

CORDERY, Simon. Fraternal Orders in the United States: A Quest for Protection and Identity. In: LINDEN, Marcel van der; DREYFUS, Michel; GIBAUD, Bernard; LUCASSEN, Jan. Social Security Mutualism: The Comparative History of Mutual Benefit Societies. Berna: Peter Lang, 1996, p. 83-109.

DE LUCA, Tânia Regina. O sonho do futuro assegurado: o mutualismo em São Paulo. São Paulo: Contexto, 1990.

FOOT HARDMAN, Francisco e LEONARDI, Victor. História da indústria e do trabalho no Brasil (das origens aos anos 1920). 2ª edição revista. São Paulo: Editora Ática, 1991.

GOMES, Ângela de Castro. Questão social e historiografia no Brasil do pós-1980: notas para um debate. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, n 34, jul.-dez. 2004.

LINDEN, Marcel van der; DREYFUS, Michel; GIBAUD, Bernard; LUCASSEN, Jan. Social Security Mutualism: The Comparative History of Mutual Benefit Societies. Berna: Peter Lang, 1996.

JAMES, Daniel. O que há de novo, o que há de velho? Os parâmetros emergentes da história do trabalho latino-americana. In: ARAÚJO, Angela Maria Carneiro. (org.). Trabalho, cultura e cidadania: um balanço da história social brasileira. São Paulo: Scritta, 1997, p. 117-139.

JESUS, Ronaldo P. de. Associativismo no Brasil do século XIX: repertório crítico dos registros de sociedades no Conselho de Estado (1860-1889). Locus: Revista de História. Juiz de Fora, v. 13, n. 1, p. 144-170, 2007.

KUSCHNIR, Beatriz. Baile de máscaras. Mulheres judias e prostituição: as polacas e suas associações de ajuda mútua. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

LEUCHTENBERGER, Rafaela. O Lábaro protetor da classe operária. As Associações voluntárias de socorros-mútuos dos trabalhadores em Florianópolis - Santa Catarina (1886-1932). Dissertação (Mestrado em História Social). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2009.

LOBO, Eulália Maria Lahmeyer e STOTZ, Eduardo Navarro. Formação do Operariado e Movimento Operário no Rio de Janeiro,1870-1894. Estudos Econômicos. São Paulo, 15 (nº. Especial), 1985.

MAC CORD, Marcelo. Andaimes, casacas, tijolos e livros: uma associação de artífices no Recife, 1836-1880. Tese (Doutorado em História Social). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2009.

MARTINS, Mônica de Souza Nunes. Entre a cruz e o capital: mestres, aprendizes e corporações de ofício no Rio de Janeiro (1808-1820). Tese (Doutorado em História). Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.

MATTOS, Marcelo Badaró Mattos. Experiências comuns: escravizados e livres na formação da classe trabalhadora carioca. Tese (Professor Titular de História do Brasil). Departamento de História, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2004.

NOMELINI, Paula Cristina Bin. Associações operárias mutualistas e recreativas em Campinas (1906-1931). Dissertação (Mestrado em História Social). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2007.

PETERSEN, Silvia Regina Ferraz. Cruzando fronteiras: as pesquisas regionais e a história operária brasileira. In: ARAÚJO, Angela Maria Carneiro. (org.). Trabalho, cultura e cidadania: um balanço da história social brasileira. São Paulo: Scritta, 1997.

SEWELL JR., WILLIAM H. Work and revolution in France: the language of labor from the Old Regime to 1848. Cambridge: Cambridge University Press, 1980.

SILVA JR., Adhemar Lourenço da. As sociedades de socorros mútuos: estratégias privadas e públicas. Estudo centrado no Rio Grande do Sul – Brasil, 1854-1940. Tese (Doutorado em História). PUC/RS, Porto Alegre, 2004.

SIQUEIRA, Uassyr de. Entre Sindicatos, Clubes e Botequins. Identidades, associações e lazer dos trabalhadores paulistanos (1890-1920). Tese (Doutorado em História Social). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas,2008.

SOARES, Luiz Carlos. O “Povo de Cam” na capital do Brasil: a escravidão urbana no Rio de Janeiro do século XIX. Rio de Janeiro: Faperj – 7Letras, 2007.

VISCARDI, Cláudia Maria Ribeiro e JESUS, Ronaldo P. de. A experiência mutualista e a formação da classe trabalhadora no Brasil. In: FERREIRA, Jorge e REIS FILHO, Daniel Aarão. (orgs.). As esquerdas no Brasil: a formação das tradições (1889-1945), Vol. I. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 21-51.

VISCARDI, Cláudia Maria Ribeiro. A experiência mutualista de Minas Gerais: um ensaio interpretativo. In: ALMEIDA, Carla Maria Carvalho de e OLIVEIRA, Mônica Ribeiro de. Nomes e números: alternativas econômicas para a história econômica e social. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2006.

VITORINO, Arthur José Renda. Escravismo, proletários e a greve dos compositores tipógrafos de 1858 no Rio de Janeiro. Cadernos AEL: sociedades operárias e mutualismo. Campinas, v. 6, n. 10-11, 1999.

VITORINO, Arthur José Renda. Os sonhos dos tipógrafos na Corte Imperial Brasileira. In: BATALHA, Claudio Henrique de Moraes; SILVA, Fernando Teixeira da; FORTES, Alexandre. (orgs.). Culturas de classe: identidade e diversidade na formação do operariado. Campinas: Editora da Unicamp, 2004.

Downloads

Publicado

2010-01-01

Como Citar

JESUS, R. P. de; LACERDA, D. P. Dinâmica associativa no século XIX: socorro mútuo e solidariedade entre livres e libertos no Rio de Janeiro Imperial. Revista Mundos do Trabalho, Florianópolis, v. 2, n. 4, p. 126-142, 2010. DOI: 10.5007/1984-9222.2010v2n4p126. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/article/view/1984-9222.2010v2n4p126. Acesso em: 1 dez. 2021.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)