Complexidade e experiências formativas

Autores

  • Roque Strieder Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC
  • Clenio Lago Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC
  • Paulino Eidt Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2017v35n4p1240

Palavras-chave:

Educação, Complexidade, Experiências formativas

Resumo

A contemporaneidade se caracteriza pela instabilidade e pela diversidade, colocando em questão certezas e verdades propostas na modernidade. Reconhecemos que a realidade das coisas e dos fenômenos se efetiva como um tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações e acasos. Essa diferente moldura alarga a necessidade de revisão dos alicerces epistemológicos que sustentam as práticas educacionais e lhes dão sentido. O pensamento complexo é uma opção alternativa por atuar como contraponto à ciência clássica e sua lógica reducionista e de compartimentalização dos conhecimentos, bem como por responder aos desafios epistemológicos e educacionais contemporâneos. Ele visa associar diversas áreas e formas de conhecimento, sem, no entanto, fundi-las, distinguindo sem separar as diversas disciplinas e instâncias das realidades. O estudo, baseado em referenciais teóricos, evidencia a relevância das abordagens complexas como suporte de experiências formativas porque também capazes de produzir complexidades nas reflexões sobre problemáticas educacionais. Concluímos que as possibilidades formativas a partir da complexidade potencializam a ressignificação da concepção de ser humano e a compreensão de sua singularidade na interdependência; o entendimento de que ações pedagógicas e educativas são uma constante interrogação sobre as possibilidades de conhecer o conhecimento e de ressignificar o aprender, para muito além de conhecer suas funções e finalidades utilitaristas; e,como possibilidade formativa, nos coloca na trilha da responsabilidade, não como algo eventual, mas presente e indicativa da liberdade para escolher ficar ou ir além.

Biografia do Autor

Roque Strieder, Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC

Doutor em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP/SP). Professor do Programa de Mestrado em
Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC).

Clenio Lago, Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC

Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica Rio Grande do Sul (PUC/RS). Atua junto ao Programa de
Mestrado em Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC).

Paulino Eidt, Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC

Doutor em Ciências Sociais pela PUC/SP. Atua junto ao Programa de Mestrado em Educação da Unoesc.

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Publicado

2017-12-21