Insubordinaciones sin tierra
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e105961Palabras clave:
Movimiento de los Trabajadores Sin Tierra, Educación campesina, Escuelas itinerantesResumen
Este artículo tiene como objetivo comprender en qué medida lo que llamamos insubordinaciones sin tierra, en referencia a las acciones estratégicas del Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra, se acercan o se alejan de las insubordinaciones creativas, a partir de la literatura existente en las áreas de Educación y Educación Matemática. Algunas de las insubordinaciones sin tierra son: la propia existencia de un movimiento social formado por trabajadores desposeídos de la tierra, que buscan llevar a cabo una reforma agraria popular y una transformación social; la propuesta de la Educação do Campo como una nueva concepción educativa en contraposición al modelo hegemónico de educación; y la existencia de las Escuelas Itinerantes, que son escuelas públicas dentro de los campamentos con una propuesta educativa específica: organización por ciclos de formación humana, evaluación a través de informes descriptivos, consejos de clase participativos y una estructura curricular basada en complejos de estudio. Realizamos una investigación de naturaleza teórica y especulativa, utilizando un corpus de contraste basado en los escritos carcelarios de Gramsci. Concluimos que, aunque ambas formas de insubordinación buscan modificar la realidad, las insubordinaciones creativas se basan en decisiones individuales, guiadas por sus propios principios éticos, mientras que las insubordinaciones sin tierra tienen un carácter colectivo, tanto en su organización a nivel local (en los campamentos y asentamientos) como en su propuesta educativa y en las experiencias realizadas en las Escuelas Itinerantes.
Citas
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