Insubordinações sem terra

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e105961

Palavras-chave:

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Educação do campo, Escolas itinerantes

Resumo

Este artigo tem como objetivo compreender em que medida o que chamamos de insubordinações sem terra, em referência às ações estratégicas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, se aproximam ou se distanciam das insubordinações criativas, a partir da literatura existente nas áreas de Educação e Educação Matemática. Algumas das insubordinações sem terra são: a própria existência de um movimento social, formado por trabalhadores despossuídos da terra, visando a realização de uma reforma agrária popular e a transformação social; a proposição da Educação do Campo como uma nova concepção educacional em contraposição ao modelo hegemônico de educação; a existência de Escolas Itinerantes, que são escolas públicas dentro dos acampamentos com uma proposta educacional específica – organização por ciclos de formação humana, avaliação por parecer descritivo, conselhos de classe participativos e organização curricular por complexos de estudo. Realizamos uma pesquisa de natureza teórica e especulativa, com a utilização de um corpus de contraste, tendo como base os escritos de Gramsci do seu período carcerário. Concluímos que, apesar de ambas visarem modificar a realidade, as insubordinações criativas se pautam em decisões individuais, norteadas por seus próprios princípios éticos, enquanto as insubordinações sem terra possuem caráter coletivo – desde sua organização nos âmbitos local (nos acampamentos e assentamentos) e nacional, até na sua proposição educacional e nas experiências realizadas nas Escolas Itinerantes.

Biografia do Autor

Línlya Sachs, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Doutora em Educação Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Unesp, SP, Brasil. Professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, UTFPR, Brasil, campus Cornélio Procópio, e atua como docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Matemática da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, UTFPR, Brasil, PPGMAT, multicampi Cornélio Procópio e Londrina. Bacharelado e licenciatura em Matemática, pela Universidade de São Paulo (USP), mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL),

Luiza Gabriela Razêra de Souza, Instituto Federal do Paraná

Doutora em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina, UEL, PR, Brasil. Mestra em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL - 2013). Licenciada em Matemática pela Universidade Federal do Paraná (UFPR - 2008). Docente efetiva do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico no Instituto Federal do Paraná (IFPR), Brasil,  onde desenvolve atividades de Ensino e Extensão em Cursos Técnicos Integrado ao Ensino Médio e no Ensino Superior. As principais áreas de interesse em pesquisa são: investigações na perspectiva de Foucault, Estudos de Gênero, Educação Matemática e Justiça Social.

Henrique Rizek Elias, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Doutor em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina, UEL, PR, Brasil. Graduação em Licenciatura e Bacharelado em Matemática pela Universidade de São Paulo (USP - São Carlos), mestrado e  Professor efetivo da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Londrina, e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Matemática (PPGMAT) multicampi Cornélio Procópio e Londrina. É integrante do grupo Matemática Escolar: práticas, pesquisas e estudos (MEPPE). Área de interesse: Educação Matemática no Ensino Superior; Formação de Professores que Ensinam Matemática; Conhecimento Especializado do Professor que ensina Matemática e raciocínio/pensamento matemático dos estudantes.

Andrew Brantlinger, University of Maryland Extension

Professor da University of Maryland, UMD, Estados Unidos da América.

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Publicado

2026-08-12

Como Citar

Sachs, L., Souza, L. G. R. de, Elias, H. R., & Brantlinger, A. (2026). Insubordinações sem terra. Perspectiva, 44(1), 1–19. https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e105961

Edição

Seção

Dossiê Insubordinações criativas nas encruzilhadas das Educações Matemáticas: virada ética e movimentos sociais