A tradução como um espaço alternativo para ação política

Autores

  • Cristiane Roscoe-Bessa Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, Universidade de Brasília (UnB). Brasília, Distrito Federal, Brasil
  • Flavia Lamberti Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, Universidade de Brasília (UnB). Brasília, Distrito Federal, Brasil
  • Janaína Araújo Rodrigues Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, Universidade de Brasília UnB). Brasília, Distrito Federal, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2018v38n2p339

Palavras-chave:

Tradução, Interpretação, Narrativa, Ação coletiva, Movimentos globais de justiça, Prefiguração

Resumo

Este artigo examina a gênese, a dinâmica e o posicionamento de grupos ativistas de tradutores e intérpretes envolvidos em diversas formas de ação coletiva.O ativismo desses grupos é distinto pelo fato de eles usarem suas habilidades linguísticas para ampliar o espaço narrativo e dar poder às vozes invisibilizadas pelo poder global do inglês e da política das línguas. Eles ainda reconhecem que a língua e a tradução constituem um espaço de resistência, um meio de inverter a ordem simbólica.O uso de linguagem híbrida, a depreciação deliberada do inglês, o constante rearranjo da ordem e do espaço atribuídos às diferentes línguas em seus websites ˗ todas essas atividades fazem parte tanto de pautas políticas quanto da mediação linguística de textos e enunciados produzidos por terceiros, na qualidade de tradutores e intérpretes.O artigo analisa o posicionamento desses grupos em face do que Tarrow (2006, p.16) denomina “a nova geração de ativistas pela justiça mundial”, por um lado, e tradutores e intérpretes profissionais, por outro, e argumenta que eles ocupam um espaço "intermediário" entre o mundo do ativismo e a economia de serviços.

Biografia do Autor

Cristiane Roscoe-Bessa, Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, Universidade de Brasília (UnB). Brasília, Distrito Federal, Brasil

Possui Doutorado em Linguística pela Universidade de São Paulo (2006), Mestrado em Linguística Aplicada pela Universidade de Brasília (2000) e Bacharelado em Tradução-Inglês pela Universidade de Brasília (1988). É professora adjunta da Universidade de Brasília onde atua na graduação em Letras-Tradução e no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução. Universidade de Brasília. Brasília, Distrito Federal, Brasil. 

Flavia Lamberti, Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, Universidade de Brasília (UnB). Brasília, Distrito Federal, Brasil

Flávia Cristina Cruz Lamberti Arraes possui graduação em Letras-Tradução - Inglês pela Universidade de Brasília (UnB) (1995), mestrado em Lingüística pela UnB (1999) e doutorado em Lingüística pela UnB (2006). Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em morfologia lexical e terminologia. O principal objeto de pesquisa é o desenvolvimento de estudos terminológicos de apoio à prática da tradução especializada, com o apoio de ferramentas de auxílio à tradução e uso de programas para a constituição e análise de corpora. É professora adjunta do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, da área de tradução inglês-português, e do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da Universidade de Brasília, Distrito Federal, Brasil. 

Janaína Araújo Rodrigues, Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, Universidade de Brasília UnB). Brasília, Distrito Federal, Brasil

Janaína Araújo Rodrigues. Aluna do Estágio Supervisionado Tradução Inglês, no 2o. semestre de 2014,  na  graduação em Letras-Tradução da Universidade de Brasília. 

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Publicado

2018-05-11

Edição

Seção

Artigos traduzidos