D. Pedro II tradutor: análise do processo criativo

Sergio Romanelli, Adriano Mafra, Rosane Souza

Resumo


Nesta comunicação investiga-se o trabalho tradutório de D. Pedro II. Ao longo de sua vida demonstrou grande interesse pelas línguas. Falava alemão, italiano, espanhol, francês, latim, hebraico e tupi-guarani. Lia grego, árabe, sânscrito e provençal. Fez traduções do grego, do hebraico, do árabe, do francês, do alemão, do italiano e do inglês. Objetiva-se delinear o processo criativo do tradutor através da Crítica Genética e dos Estudos Descritivos da Tradução, pois ambos privilegiam o processo em relação ao produto final. As principais fontes documentais em que se baseiam as investigações aqui propostas são manuscritos autógrafos de traduções diretas do árabe, italiano, espanhol, francês e sânscrito, o diário do imperador, além de cartas e livros da sua biblioteca pessoal. Pretende-se reconstruir não somente o perfil de tradutor de D. Pedro II, suas ideias e atitudes acerca da atividade tradutória, mas também o estudo daquela rede única de contatos, leituras e influências procedentes de várias culturas, não somente europeias, que o imperador conseguiu tecer.

 


Palavras-chave


D. Pedro II, análise genética; interculturalidade;tradução

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7968.2012v2n30p101



Cadernos de Tradução, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 2175-7968.