A matemática nos processos de ensino e aprendizagem em Física: funções e equações no estudo da quantidade de movimento e sua conservação

Autores

  • Antonio Jorge Sena dos Anjos Departamento de Física, Universidade Estadual de Feira de Santana, BA
  • Marco Antonio Moreira Instituto de Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS
  • Mª Concesa Caballero Sahelices Departamento de Física, Universidad de Burgos, Burgos

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7941.2017v34n3p673

Resumo

O presente estudo trata de uma pesquisa que buscou investigar a relação dialógica entre as aprendizagens significativas de conteúdos da Matemática (funções e equações lineares) e da Física (momento linear e conservação). Ou seja, procurou verificar as possibilidades dos conteúdos matemáticos contribuírem para o aprendizado significativo dos conteúdos da Física e estes para com o aprendizado significativo das funções e equações lineares, no âmbito da Matemática. A Teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel, juntamente com alguns aportes da Teoria dos Campos Conceituais de Gérard Vergnaud e da Teoria da Mediação de Lev Vygotsky, constituíram-se no referencial teórico desta investigação, tanto para justificativa do problema como para a análise e tratamento dos resultados da investigação. A metodologia de pesquisa teve um enfoque preferencialmente qualitativo, de caráter interpretativo e descritivo, com alguns elementos quantitativos. Os dados foram coletados através de um processo de intervenção didática, constituído por estudos realizados em cinco classes de estudantes de Ensino Médio de distintas instituições do Ensino Médio do Sistema Educacional Brasileiro. Com base na análise dos resultados, concluiu-se que, embora os resultados não tenham sido suficientemente consistentes para um parecer mais abalizado e convincente sobre a possível relação de interferência dialógica entre possíveis aprendizados dos conteúdos matemáticos e físicos, os achados nos conduzem a concluir que os mesmos não são respaldados em considerações de cunhos racional e lógico, a saber: racional, uma vez que razões, como por exemplo, pouco tempo para o processo educativo e complexidade dos campos conceituais e outras já comentadas, não são substanciais para se falar em aprendizagem significativa; lógica, porque não se tendo convicção de aprendizagem dos citados conteúdos, pelas razões já explicitadas, logicamente, não se pode falar de possível interferência recíproca de aprendizados. 

Biografia do Autor

Antonio Jorge Sena dos Anjos, Departamento de Física, Universidade Estadual de Feira de Santana, BA

Professor do Departamento de Física da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Bahia. Membro da área de Ensino, História e Filosofia da Física. Mestre em Educação, doutor em Ensino de Ciências, pesquisador em Ensino de Física, Diretor Geral e Professor do Colégio Gênesis de Feira de Santana, Ba.

Marco Antonio Moreira, Instituto de Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS

Licenciado em Física (1965) e Mestre em Física (1972) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)/Brasil e Doutor em Ensino de Ciências (1977) pela Cornell University/USA. É professor do Instituto de Física da UFRGS desde 1967 e colaborador da Universidade de Burgos/Espanha desde 1998. Integrou, como Secretário de Ensino, a Diretoria da Sociedade Brasileira de Física em 1973 e 1974. Participou da Comissão de Educação da União Internacional de Física Pura e Aplicada (IUPAP) de 1975 a 1798. Foi Professor Visitante na Cornell University de 1986 a 1988. Integrou o Comitê de Educação do CNPq de 1993 a 1995 e de 1999 a 2001. Foi membro da Comissão de Especialistas em Ensino de Física da SESu/MEC de 1996 a 1999, presidindo-a em 1998 e 1999. É pesquisador 1A do CNPq, na Área de Educação, desde 1989. Presidiu a Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC) de 1997 a 2001. Foi Representante da Área de Ensino de Ciências e Matemática na CAPES de 2000 a 2007. Suas áreas de interesse são o ensino de ciências e a pesquisa em ensino de ciências, particularmente Física. Dedica-se também a teorias de aprendizagem, especialmente a da aprendizagem significativa. Além disso, atua na metodologia da pesquisa em educação e na metodologia do ensino superior. Foi editor da Revista Brasileira de Ensino de Física de 1989 a 1993 e da Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências de 2001 a 2005. É editor dos periódicos Investigações em Ensino de Ciências desde 1996 e Experiências em Ensino de Ciências desde 2006. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 1ª.

 

 

 

 

Mª Concesa Caballero Sahelices, Departamento de Física, Universidad de Burgos, Burgos

Doctora en Física y profesora titular del Departamento de Física, en la Universidad de Burgos. Colaboró con el grupo de investigación del Centre d’Energie Nucleaire de Saclay (Francia). Ha intervenido en once proyectos I + D financiados con fondos públicos. Co-coordinadora del Programa Internacional de Doctorado en Enseñanza de las Ciencias de la Universidad de Burgos/España, desde 1998, impartido en dicha institución en el marco de un convenio con la Universidad Federal de Río Grande del Sur/Brasil. Coordinadora del grupo de investigación (GIEC-UBU) en enseñanza de las Ciencias de la Universidad de Burgos, creado en 2000. Ha participado en varios comités nacionales e internacionales para la organización de congresos y eventos de carácter científico en el área de enseñanza de las ciencias. Es editora de la revista Experiencias en Enseñanza de Ciencias desde 2006 y miembro del consejo asesor de distintas publicaciones especializadas en esta área, como, por ejemplo, Investigaciones en Enseñanza de las Ciencias o Revista Electrónica de Investigación en Enseñanza de las Ciencias. 

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Publicado

2017-12-08

Edição

Seção

Pesquisa em Ensino de Física