O movimento operário no interior paulista: uma análise das greves gerais de 1917 e 1919 em Piracicaba
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-9222.2020.e74220Resumen
A segunda década do século XX foi marcada por duas grandes greves gerais de operários, respectivamente nos anos 1917 e 1919. Os trabalhadores da cidade de São Paulo exerceram papel importante na história do movimento proletário desse período e foram os primeiros a cruzarem os braços na busca por profundas reformas sociais que melhorassem ou mesmo transformassem radicalmente as condições de vida da classe trabalhadora do país, influenciando militantes e operários em diferentes municípios do interior do estado e até mesmo em outras unidades federativas do Brasil. As paralisações, no entanto, ganharam contornos próprios em cada uma das cidades tomadas pela classe trabalhadora. As greves operárias de 1917 e 1919 em Piracicaba mantiveram semelhanças com os movimentos paredistas da capital paulista, mas também foram marcadas por peculiaridades que podem nos ajudar a compreender a complexa atuação dos trabalhadores nas pequenas e médias cidades brasileiras durante a Primeira República. Este artigo pretende, portanto, analisar esses dois importantes eventos no município, comparando-os com as mobilizações verificadas na capital, apontando as conexões e as singularidades regionais.
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