O conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal na educação infantil: apropriações nas produções acadêmicas e documentos oficiais brasileiros

Autores

  • Janaina Cassiano Silva Universidade Federal de Goiás (UFG), regional Catalão
  • Alessandra Arce Hai Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2016v34n2p602

Palavras-chave:

Psicologia histórico-cultural, Educação infantil, Zona de desenvolvimento proximal

Resumo

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que objetivou apreender e analisar a apropriação dos pressupostos teóricos da Psicologia Histórico-Cultural na educação infantil no período de 2000 a 2009. Realizou-se um levantamento bibliográfico dos documentos do Ministério da Educação (MEC) e das produções acadêmicas (teses) relacionadas ao tema neste período. Uma das categorias analisada e destacada neste texto é o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP). Verificou-se que nas Teses e nos Documentos do MEC o aspecto mais trabalhado no que se refere à ZDP foi a definição deste conceito, que foi apresentado como sendo a distância entre o que a criança consegue realizar sozinha (desenvolvimento real) e o que esta executa com o auxílio de um adulto ou com a colaboração de outra(s) criança(s) mais experiente(s) (desenvolvimento potencial). Com relação à brincadeira, a maioria dos autores a utilizou como criadora de ZDPs. Já no que se refere ao ensino, os autores, de modo geral, enfatizaram que o bom ensino é aquele que se adianta ao desenvolvimento. Considera-se que esta análise se faz necessária para que possamos compreender o processo de apropriação das ideias dessa corrente no cenário brasileiro na primeira década do século XXI. Acredita-se que esse percurso auxiliará na tentativa de construir as pistas necessárias para o entendimento desse movimento complexo que se dá em torno das ideias difundidas e estudadas acerca da educação, especificamente, a educação da criança pequena.

 

 

 

 

Biografia do Autor

Janaina Cassiano Silva, Universidade Federal de Goiás (UFG), regional Catalão

Doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Professora do Curso de Psicologia e da Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), regional Catalão.

 

Alessandra Arce Hai, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Doutora em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Professora do Curso de Pedagogia e da Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 

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Publicado

2016-10-25