Transgressões e Resistências da Professora Primária (1930)
DOI:
https://doi.org/10.1590/1806-9584-2026v34n2111042Palavras-chave:
Mulher na docência, Professora primária, Lindanor Celina, TransgressãoResumo
O presente artigo analisa comportamentos transgressores praticados por uma jovem professora primária, protagonista do romance Eram seis assinalados, escrito pela literata paraense Lindanor Celina, que decide romper com os padrões convencionais da mulher na docência, vigente nos anos de 1930. Metodologicamente, a obra literária é entendida como fonte documental que tem no gênero romanesco a personificação de personagens femininas do mundo real. A obra romanesca em questão foi analisada com base em proposições teóricas que tratam dos temas relacionados à história da mulher e à docência feminina. As análises indicam que a professora primária rompe com padrões tradicionais da imagem da mulher recatada e apresenta comportamentos transgressores e de resistência aos padrões normativos impostos às mulheres na fictícia cidade do interior paraense na década de 30.
Downloads
Referências
ALMEIDA, Jane Soares de. Ler as letras: por que educar meninas e mulheres? Campinas, Autores Associados; São Bernardo do Campo, Editora Metodista, 2007.
CANDIDO, Antonio. A personagem do romance. In: CANDIDTO, Antonio. [et al]. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 2009, p. 9-50.
CELINA, Lindanor. Menina que vem de Itaiara. 3. ed. Belém, Cejup, 1996.
CELINA, Lindanor. Eram seis assinalados. Cejup, 1994.
DEL PRIORE, Mary. Histórias íntimas: sexualidade e erotismo na história do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2011.
FLORESTA, Nísia. Opúsculo humanitário. Introdução e notas de Peggy Sharpe-Valadares. São Paulo: Cortez Editora, 1989.
GRANDE, Humberto. A educação cívica das mulheres. 1967. Rio de Janeiro: Reper, 1967.
LOURO, Guacira Lopes. Mulheres na sala de aula. In: DEL PRIORE, Mary. (org.). História das mulheres no Brasil. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2002. p. 443-509.
LUCAS, Fábio. Traços da ficção de Lindanor Celina. In: Eram seis assinalados. CELINA, Lindanor. Cejup, 1994, p. 7-10.
MODElSKI, Jaqueline; SANTOS, Salete Rosa Pezzi dos. O lugar de Lydia Mombelli da Fonseca na história da literatura. In: ZINANI, Cecil Jeanine Albert.; SANTOS, Salete Rosa Pezzi dos (Orgs.). A mulher na história da literatura: estudos da produção literária de escritoras da Região de Colonização Itaiana no Nordeste do Rio Grande do Sul. Caxias do Sul, Rio Grande do Sul: Educs, 2015, p. 177-194.
QUEIRÓS. Eça de. O crime do Padre Amaro. 12. ed. São Paulo: Ed. Ática, 1998. Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action&c o_obra=2744. Acesso em 14 dez. 2024.
RAGO, Margareth. Do cabaré ao lar: a utopia da cidade disciplinar. Brasil 1890-1930. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
XAVIER, Elódia. Que corpo é esse? O corpo no imaginário feminino. Florianópolis: Ed. Mulheres, 2007.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Estudos Feministas

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista Estudos Feministas está sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento de autoria e publicação inicial neste periódico.
A licença permite:
Compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato) e/ou adaptar (remixar, transformar, e criar a partir do material) para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que os termos da licença sejam respeitados. Os termos são os seguintes:
Atribuição – Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se foram feitas mudanças. Isso pode ser feito de várias formas sem, no entanto, sugerir que o licenciador (ou licenciante) tenha aprovado o uso em questão.
Sem restrições adicionais - Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo permitido pela licença.


