A identidade narrativa em Margarida La Rocque, de Dinah Silveira de Queiroz

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1806-9584-2022v30n174054

Palavras-chave:

Dinah Silveira de Queiroz, Margarida La Rocque, teoria e crítica feminista, identidade narrativa, Paul Ricoeur

Resumo

Este artigo tem como objetivo central apresentar uma análise da protagonista do romance Margarida La Rocque: a ilha dos demônios (1949), de Dinah Silveira de Queiroz (1991). Na obra, a personagem se mostra uma mulher que busca novos caminhos para si. A partir disso, é proposta uma leitura pela perspectiva da teoria e da crítica feminista e, visando mostrar como se dá a construção da identidade dessa personagem em desacordo com os estereótipos da mulher na literatura, foi utilizado igualmente o conceito de identidade narrativa, de Paul Ricoeur.

Biografia do Autor

Ana Cristina Steffen, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS

Licenciada em Letras - Língua Portuguesa e respectivas Literaturas pela PUCRS (2017). Mestre em Teoria da Literatura pela mesma universidade, bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Atualmente, doutoranda em Teoria da Literatura também pela PUCRS, bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Carlos Alexandre Baumgarten, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS

Doutor em Linguística e Letras pela PUCRS (1992). Professor Adjunto na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Professor Titular de Teoria da Literatura na Universidade Federal do Rio Grande (1987-2010). Bolsista Produtividade em Pesquisa do
CNPq.

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Publicado

2022-05-23

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Artigos